17 de nov. de 2011

Verdadeiro amigo

Interessante é como o livro sempre se mostra seu melhor amigo, sempre está lá nas horas em que preciso recorrer a ele, sempre tem algo a dizer, sejam palavras que me confortam ou simplesmente palavras que me façam esquecer, que me façam viajar em um outro mundo.

O meu refúgio, ou fuga se quiserem assim chamar, o lugar onde me escondo, é um mundo inteiro completamente diferente do mundo real, ou melhor, do mundo em que vivemos, pois ele se faz real no instante em que estou nele. E é também diferente dele mesmo a cada momento, a cada livro que leio, a cada história que imagino.

O mais legal deste mundo, além do fato de ser exclusivamente meu, é que posso mudá-lo quantas vezes eu quiser, quando e como eu quiser, é pura imaginação orientada por um narrador distante, este orienta a direção, mas o resto sou eu quem faço. E o mais divertido é que posso entrar e sair dele a qualquer momento.

Exatamente a qualquer momento, basta querer, basta começar a ler, e neste ponto volto ao meu caro amigo, que sempre estará lá, não importa o que eu faça ou deixe de fazer, o que eu diga ou que sinta, ele simplesmente estará no mesmo lugar que eu o coloquei, só esperando por mim.

18 de out. de 2011

Palavras da paixão

Eu gosto de te ter assim bem perinho de mim, seus olhos a me observar e refletir os meus como um espelho de águas cristalinas e negras, sentir sua boca macia a cada beijo em cada pedaço do meu corpo me arrepiando por inteiro, sentir suas mãos quentes, leves e cuidadosas passeando pelo meu corpo sem destino de viajem ou tempo de voo. 

Adoro te ver sorrindo, um sorriso que alegra o ambiente a sua volta, colore com cores fortes o vento de um temporal e com corres suaves a brisa de um dia calmo, essa brisa que balança o seu cabelo castigando seus cachos de anjo com a pena de ficarem bagunçados. É bom sentir o seu corpo em volta do meu como que me protegendo desse mesmo vento que seu sorriso colore, seu peito como que encarando ao mesmo e dizendo que não deixará o mesmo castigo ser dado ao meu cabelo.

Adoro esse cuidado a mim investido, me comparando a mais bela das criaturas que, por inocente e dócil, precisa ser protegida de todo e qualquer ataque que a natureza possa impor contra minha existência, comparando ao mais belo quadro, mais bela arte, que, por não haver forma, não há outro igual, nem ao menos parecido, tendo que ser protegido de olhares que não venham com o objetivo de admirar. 

Meu maior desejo é sempre te ter ao meu lado, sempre poder contar com o seu braço a me envolver, com seus olhos a me invadir a alma, a imaginação, os mais profundos pensamentos e a reparar nos mais simples gestos de meu corpo.

6 de out. de 2011

Re-recomeço das aulas.

E as aulas voltaram, pelo menos no IFRJ de Nilópolis, estou tão feliz, voltar a estudar, voltar para o colégio, já estava na hora.

"O conhecimento não representa necessariamente sabedoria, mas com certeza a ignorância nunca é uma opção razoável" Marcelo Gleiser0

"Estou apenas procurando meu lugar no espaço e meu espaço em mim mesmo" Ale Pierre

3 de out. de 2011

Uma consulta ao psicólogo

Sophy entra na sala do psicólogo sorridente, é a primeira consulta de uma série que foi obrigada a fazer, resolveu se divertir.
 - Bom dia doutor.
 - Bom dia Sophy, por que está aqui?
 - Parece que minha mãe quer saber se sou maluca ou psicopata.
 - E o que você acha?
 - Acho que lá fora estão os psicopatas, dentro dos prédios e empresas estão os malucos e aqui e na sala de espera os que eles acham serem malucos ou psicopatas.
 - Onde você se encaixa?
 - Sou uma viajante.
 - Como assim?
 - Convivo com malucos, passo por psicopata e estou aqui.

O doutor fez uma cara de intrigado e pegou algumas folhas, são aquelas figuras em preto e branco que parecem ser as primeiras tentativas de fotografia, testes que não deram certo.
 - Quero que me diga o que vê.
E pegou uma delas.
 - Um monte de borrão preto.
 - Não, que imagens você vê?
 - Ah sim... - "depois eu sou a maluca " pensou "vou me divertir" - bom, vejo um unicórnio, um palácio e a pequena sereia, ali é o Patrick  Jane, o que o mentalista está fazendo no conto de fadas?
O doutor riu, percebeu a intenção da menina, então puxa outra folha.
 - Vamos tentar essa.
 - Hum... uma fada, um anão de jardim e o Peter Pan, se virar de cabeça para baixo uma árvore de natal, espera... tem um presépio ali no canto, o Peter Pan vai comemorar o natal?

O doutor deixa escapar uma risada, afinal ela não tem nada além de uma ótima criatividade.
 - Ok, porque você não faz um desenho?
 - O que quer que eu desenhe?
 - O que você quiser.
 - Vou fazer melhor doutor, vou fazer dois desenhos.
Então ela dividiu a folha em dois, de um lado não desenhou nada, do outro fez dois retângulos e um circulo.
 - Está aqui.
 - O que é este desenho, ou não fez desenho?
 - É uma vaca comendo o pasto.
 - Hum... deixa eu adivinhar, ela comeu o pasto todo e foi embora?
 - Quase, ela se engasgou com a última folha e foi procurar um rio para desentalar.
 - E este° Já sei, um sanduiche de ovo?
 - Um sanduiche de ovo e presunto.
 - Presunto?
 - Esqueceram de matar o porco, aí ele fugiu.

O doutor não se esforçou em esconder o riso, gostou dela, decidiu:
 - Está bem, você não precisa de acompanhamento psicológico, mas venha mesmo assim semana que vem, é a única diversão por aqui.

27 de set. de 2011

Escolhas apressadas

Qual a pergunta que é mais feita para um criança? O que você quer ser quando crescer? Acho isso muito injusto, a criança não tem noção de mundo, não sabe o que ela gosta e o que ela não gosta, ela só conhece o que esta ali na frente dela, o que ela convive, então o mais provável é ela responder alguma referente a profissão dos pais, isso quando não diz exatamente: "quero ser igual o papai". A sociedade já faz agente pensar no quer ser desde de pequeno mesmo sem conhecer.

Mesmo no ensino médio é difícil, a maioria dos colégio de ensino médio não da base para se fazer uma escolha para o resto da vida, agente acabou de sair de uma fase de brincadeiras e faz de conta, alguns nem saíram ainda, e já somos obrigados a escolher o destino do resto da vida, não tem muito cabimento. O mais interessante é como se baseia essa escolha, a escolha certa é feita quando se escolhe o que dá dinheiro ou o que se gosta, se for os dois melhor ainda, a questão é que o que dá dinheiro agora amanhã pode não dar mais.

Mas tem outra questão mais importante, como eu vou saber do que eu gosto se eu não conheço, "o ensino médio é para isso", mas o ensino médio não te mostra como determinada coisa é de verdade, você acha que gosta de uma determinada matéria, mas quando vai para a faculdade daquilo vê que não é exatamente aquilo que você imaginava, ou acaba não gostando. Não é justo termos que decidir toda a nossa vida quando ainda estamos conhecendo como funciona o mundo, não é a formula da felicidade, não é conveniente, não dá certo.

19 de set. de 2011

Um momento para mim

Eu quero um lugar longe de tudo, bem distante de todas pessoas, coisas, lugares, de tudo, quero um lugar grande, o bastante para que meus olhos não alcance nada mais do que chão e céu, a pura linha do horizonte contínua e completa, um lugar vazio onde só tenha talvez mato, talvez areia, talvez neve, talvez asfalto, não importa, quero me sentir sozinha, em um lugar grande o suficiente para eu me libertar e caber no espaço.

Quero voar alto, o mais alto possível, quem sabe me encontrar com Ícaro no sol, ou chegar ao Olimpo. Quero gritar, gritar o quanto os meus pulmões aguentem, até perder a voz, gritar a tal volume que o mundo inteiro me escute, mas me ignorem. Quero viajar pra dentro de mim, para um lugar onde seja possível eu me entender, me encontrar, me ver, me escutar,me querer. Quero um pouco de barulho, um pouco de silêncio, um pouco de luz, um pouco de escuridão, um pouco do simples, um pouco do complexo, quero um pouco do poder de pensar e um pouco do poder de não pensar, o mais puro silêncio.

 Quero um pouco da inteligência das melhores mentes da ciência, e um pouco da ignorância das pessoas mais felizes do planeta, quero um pouco do prazer de estar só, do prazer da minha companhia e de me conhecer, e um pouco do prazer de estar junto de alguém e de conhecer este alguém mais que a mim, que só quem ama de verdade sente. Só quero um pouco de mim mesma.

15 de set. de 2011

Um sonho de realidade

Acordei como quem não queria acordar, queria mais um pouco de sono, mais um pouco do mesmo sonho, o sonho que a luz do sol batendo na minha janela me fez abandonar, a claridade do dia... como ela é má, me fez lembrar que aquele momento não era nada mais que um sonho, agradável sonho de uma noite fria e solitária, nada mais que minha imaginação te colocando como a coisa mais linda no mundo, tão reluzente quanto a estrela mais brilhante da noite mais escura que, com sua formosa luz, ofusca tudo que está ao seu redor, ofusca o resto da existência, e só ela brilha, só ela existe.

Sonhei com você, um sonho doce, um momento eterno que é a muito esperado, seus olhos de um tom tão azul que se posto no horizonte se confundem com o mar e com o céu, de uma maneira onde fica impossível saber o que é água e o que é infinito, o que é espuma das ondas e o que é nuvem, este azul olhando em meu olhos e descobrindo todos os segredos mais profundos e secretos, mais bem guardados, que só você consegue desvendar. Sua pele cor de terra, tão macia quanto a areia da praia recém molhada pelo azul dos seus olhos, sua pele a me abraçar, como o abraço da própria natureza a me embalar em sua beleza.

E no momento mais esperado deste terno instante, a realidade, como um vulcão a explodir na mais tranquila e pacifica ilha, fazendo com que sua paisagem mude completamente passando de um verde calmo divino para uma mistura de um cinza agitado e um vermelho maligno, chega com o sol calmo da manhã, a luz do dia, que sempre é convidativa hoje se fizera egoísta me arrebatando do sonho mais profundo, mais intimo, a luz batendo na janela do meu quarto veio me mostra que foi apenas um sonho. Mas sem perceber eu que sou egoísta, como eu sou má com a luz que sempre traz a mais pura intenção de todas, a bela luz da manhã só veio me mostrar que chega mais um dia no qual eu posso tornar este agradável sonho em uma terna realidade.

13 de set. de 2011

Outros 500

(Os nativos andavam nus e não pareciam ter vergonha de suas partes, mesmo tendo os menores bilaus que eu já vi)

Tavam na minha caravela Pero Vaz e uma galera A gente ia pra Índia aquele dia
Peguei uma onda alucinada De vinho com batata E fui parar no meio da Bahia
Pau-Brasil e muitas índias lá em Porto Seguro As índias tavam nuas, o pau estava duro
Eu disse ao Pero Vaz: "Isso aqui tá um bordel, Mas nem tudo a gente bota no papel!"

Nós aprendemos lá na praia A cantar reggae, fumar kaya E os últimos sucessos do axé
Demos um monte de tranqueira Em troca da madeira Nós fizemos os índios de mané
Parte da moçada só pensava em ficar Colonizando as garotinhas do lugar
Pero Vaz tava maluco e não parava de gritar Que nessa terra em se cantando, mulher dá!

Ouou...
Isso aqui tá muito louco, mano Imagine daqui há 500 anos!
Não vai faltar divertimento Mas grana já são outros 500...
Mas grana já são outros 500...

Na Mama África chamamos Uns amigos africanos Pra fazer cruzeiro em alto mar
Chegando no Brasil a turma logo viu Que não tinha passagem pra voltar
Trabalhavam muito, tinham pouco pra comer O lucro ia todo pros amigos do poder
Vendo esse começo algo me diz Que vai ser duro consertar esse país!

Ouou...
Isso aqui tá muito louco, mano Imagine daqui há 500 anos!
Não vai faltar divertimento Mas grana já são outros 500...
Mas grana já são outros 500...


Os seminovos

12 de set. de 2011

Pensar...

Este é um trecho do filme zeitgeist 2 (sexta parte de 13) postei esta pois fala um pouco do 11 de setembro e o terrorismo, mas é muito interessante ver todos os videos.