Mostrando postagens com marcador música.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música.. Mostrar todas as postagens

13 de set. de 2011

Outros 500

(Os nativos andavam nus e não pareciam ter vergonha de suas partes, mesmo tendo os menores bilaus que eu já vi)

Tavam na minha caravela Pero Vaz e uma galera A gente ia pra Índia aquele dia
Peguei uma onda alucinada De vinho com batata E fui parar no meio da Bahia
Pau-Brasil e muitas índias lá em Porto Seguro As índias tavam nuas, o pau estava duro
Eu disse ao Pero Vaz: "Isso aqui tá um bordel, Mas nem tudo a gente bota no papel!"

Nós aprendemos lá na praia A cantar reggae, fumar kaya E os últimos sucessos do axé
Demos um monte de tranqueira Em troca da madeira Nós fizemos os índios de mané
Parte da moçada só pensava em ficar Colonizando as garotinhas do lugar
Pero Vaz tava maluco e não parava de gritar Que nessa terra em se cantando, mulher dá!

Ouou...
Isso aqui tá muito louco, mano Imagine daqui há 500 anos!
Não vai faltar divertimento Mas grana já são outros 500...
Mas grana já são outros 500...

Na Mama África chamamos Uns amigos africanos Pra fazer cruzeiro em alto mar
Chegando no Brasil a turma logo viu Que não tinha passagem pra voltar
Trabalhavam muito, tinham pouco pra comer O lucro ia todo pros amigos do poder
Vendo esse começo algo me diz Que vai ser duro consertar esse país!

Ouou...
Isso aqui tá muito louco, mano Imagine daqui há 500 anos!
Não vai faltar divertimento Mas grana já são outros 500...
Mas grana já são outros 500...


Os seminovos

30 de ago. de 2011

The history of everything

Todo o nosso universo estava em um estado quente e denso
Então há uns 14 bilhões de anos a expansão começou.
Espera...

A Terra começou a esfriar,
Os autótrofos começaram a babar,
Neandertais criaram ferramentas,
Construímos a muralha (construímos as pirâmides),
Matemática, ciência, história, desvendando os mistérios,
Tudo começou com o Big Bang!

"Desde o começo da humanidade" nem faz tanto tempo,
Já que cada galáxia foi formada em menos tempo do que leva pra cantar essa música.

Uma fração de segundo e os elementos foram feitos.
Os bípedes ficaram de pé,
Os dinossauros todos chegaram ao seu fim,
Eles tentaram escapar mas se atrasaram
E todos morreram (congelaram o rabo)
Os oceanos e a pangeia
Até mais, não ia querer ser você
Postos em movimento pelo mesmo Big Bang
Tudo começou com o Big Bang!

Está expandindo infinitamente mas um dia
fará as estrelas irem para o lado contrário
Colapsando para dentro, não estaremos aqui, não seremos feridos
Nossas melhores e mais brilhantes mentes acham que fará um Bang maior ainda!

Australopithecus ficaria de saco cheio de nós
Discutindo enquanto pegavam veados (nós pegamos vírus)
Religião ou astronomia, Encarta, Deuteronomio
Tudo começou com o Big Bang!

Música e mitologia, Einstein e astrologia
Música e mitologia, Einstein e astrologia
Tudo começou com o Big Bang!
Tudo começou com o Big BANG!

Tradução da uma em inglês The history if everything de Barenaked Ladies

9 de ago. de 2011

A banda

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor...

Chico Buarque

2 de mai. de 2011

Coisas que eu sei

Eu quero ficar perto

De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração

Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play

Eu gosto do meu quarto 
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo ta fechado pra visitação

Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha Lei

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei

Às vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando eu tô afim

Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia
Agora eu sei

Danni Carlos

8 de jan. de 2011

Não acredito

Não acredito quando o Lula diz que não sabia
Não acredito que o Fernando Henrique não fazia
Não acredito em tucano
Não acredito em petista
Não acredito em quem sonha o sonho socialista

Não acredito que agora brasileiro lê e come
Que o Garotinho fosse morrer de fome
Não acredito na elite, porque eu não sou otário
Mas não acredito em alguém só porque foi operário
Toda informação já chega manipulada
Pra que prestar atenção? Não acredito em mais nada!
Eu não acredito!
Não acredito em censura, não acredito na imprensa
Não acredito em gente burra, não acredito em quem pensa
Não acredito em cheques, não acredito em cartões
Não acredito em 12 suaves prestações
Não acredito no banco que me oferece dinheiro
Nem que desodorante age o dia inteiro
Não acredito em anúncio, não acredito em TV
Não acredito em mim, vou acreditar em você?
Foi tanta exposição a essa conversa fiada
Que eu já perdi a noção, não acredito em mais nada
Eu não acredito!
Só vejo corrupção, só vejo gente enrolada,
É tanta maquinação, tanta mentira contada
É tanta informação chegando manipulada
É tanta enrolação, tanta conversa fiada
Que eu não acredito em governo e nem em oposição,
Não acredito em polícia, não acredito em ladrão
Não acredito em ação, e menos em intenção
Não acredito em artista, não acredito em canção




Os Seminovos

1 de dez. de 2010

Só de sacanagem

Meu coração está aos pulos
Quantas vezes minha esperança será posta a prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo que isso que está ai no ar:
Malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro
Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós
Para cuidar gratuitamente da saúde deles e de seus pais
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
E eu não posso mais!
Quantas vezes meu amigo, meu rapaz minha confiança será posta a prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis servem para aperfeiçoar o aprendis
Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros
Venha quebrar no nosso nariz
Meu coração está no escuro!
A luz simples regada pelo conselho simples
De meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam
Não roubarás!
Devolva o lápis do coleguinha, esse apontador não é seu minha filha
Ao invés disso tanta coisa nojenta e torpe tenho tido de escutar
Até habeas corpus, preventivos coisa da qual nunca tinha ouvido falar
E sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste
Esse é o tipo de beneficio que só ao culpado interessará
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido
Então agora eu vou sacanear!
Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: deixe de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
Eu vou dizer: não importa será este o meu carnaval!
Vou confiar mais e outra vez, eu, meu irmão, meu filho e meus amigos
Vamos pagar limpo a quem agente deve e receber limpo do nosso freguês
Com o tempo agente consegue ser livre, ético e o escambal
Dirão: é inútil todo mundo aqui é corrupto
Desde de o primeiro homem que veio de Portugal
Eu direi: não admito, minha esperança é imortal!
E eu repito: ouviram? Imortal!
Sei que não dá pra mudar o começo
Mas se agente quiser dá pra mudar o final!



Helisa Lucinda