(Os nativos andavam nus e não pareciam ter vergonha de suas partes, mesmo tendo os menores bilaus que eu já vi)
Tavam na minha caravela Pero Vaz e uma galera A gente ia pra Índia aquele dia
Peguei uma onda alucinada De vinho com batata E fui parar no meio da Bahia
Pau-Brasil e muitas índias lá em Porto Seguro As índias tavam nuas, o pau estava duro
Eu disse ao Pero Vaz: "Isso aqui tá um bordel, Mas nem tudo a gente bota no papel!"
Nós aprendemos lá na praia A cantar reggae, fumar kaya E os últimos sucessos do axé
Demos um monte de tranqueira Em troca da madeira Nós fizemos os índios de mané
Parte da moçada só pensava em ficar Colonizando as garotinhas do lugar
Pero Vaz tava maluco e não parava de gritar Que nessa terra em se cantando, mulher dá!
Ouou...
Isso aqui tá muito louco, mano Imagine daqui há 500 anos!
Não vai faltar divertimento Mas grana já são outros 500...
Mas grana já são outros 500...
Na Mama África chamamos Uns amigos africanos Pra fazer cruzeiro em alto mar
Chegando no Brasil a turma logo viu Que não tinha passagem pra voltar
Trabalhavam muito, tinham pouco pra comer O lucro ia todo pros amigos do poder
Vendo esse começo algo me diz Que vai ser duro consertar esse país!
Ouou...
Isso aqui tá muito louco, mano Imagine daqui há 500 anos!
Não vai faltar divertimento Mas grana já são outros 500...
Mas grana já são outros 500...
Os seminovos
"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever. " Clarice Lispector
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13 de set. de 2011
8 de jan. de 2011
Não acredito
Não acredito quando o Lula diz que não sabia
Não acredito que o Fernando Henrique não fazia
Não acredito em tucano
Não acredito em petista
Não acredito em quem sonha o sonho socialista
Não acredito que agora brasileiro lê e come
Que o Garotinho fosse morrer de fome
Não acredito na elite, porque eu não sou otário
Mas não acredito em alguém só porque foi operário
Toda informação já chega manipulada
Pra que prestar atenção? Não acredito em mais nada!
Eu não acredito!
Não acredito em censura, não acredito na imprensa
Não acredito em gente burra, não acredito em quem pensa
Não acredito em cheques, não acredito em cartões
Não acredito em 12 suaves prestações
Não acredito no banco que me oferece dinheiro
Nem que desodorante age o dia inteiro
Não acredito em anúncio, não acredito em TV
Não acredito em mim, vou acreditar em você?
Foi tanta exposição a essa conversa fiada
Que eu já perdi a noção, não acredito em mais nada
Eu não acredito!
Só vejo corrupção, só vejo gente enrolada,
É tanta maquinação, tanta mentira contada
É tanta informação chegando manipulada
É tanta enrolação, tanta conversa fiada
Que eu não acredito em governo e nem em oposição,
Não acredito em polícia, não acredito em ladrão
Não acredito em ação, e menos em intenção
Não acredito em artista, não acredito em canção
Os Seminovos
Não acredito que o Fernando Henrique não fazia
Não acredito em tucano
Não acredito em petista
Não acredito em quem sonha o sonho socialista
Não acredito que agora brasileiro lê e come
Que o Garotinho fosse morrer de fome
Não acredito na elite, porque eu não sou otário
Mas não acredito em alguém só porque foi operário
Toda informação já chega manipulada
Pra que prestar atenção? Não acredito em mais nada!
Eu não acredito!
Não acredito em censura, não acredito na imprensa
Não acredito em gente burra, não acredito em quem pensa
Não acredito em cheques, não acredito em cartões
Não acredito em 12 suaves prestações
Não acredito no banco que me oferece dinheiro
Nem que desodorante age o dia inteiro
Não acredito em anúncio, não acredito em TV
Não acredito em mim, vou acreditar em você?
Foi tanta exposição a essa conversa fiada
Que eu já perdi a noção, não acredito em mais nada
Eu não acredito!
Só vejo corrupção, só vejo gente enrolada,
É tanta maquinação, tanta mentira contada
É tanta informação chegando manipulada
É tanta enrolação, tanta conversa fiada
Que eu não acredito em governo e nem em oposição,
Não acredito em polícia, não acredito em ladrão
Não acredito em ação, e menos em intenção
Não acredito em artista, não acredito em canção
Os Seminovos
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