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4 de nov. de 2012

Breve despertar

Despertou lentamente, levando alguém tempo para perceber as coisas ao seu redor, uma a uma. Sentiu, primeiro, a maciez em seu rosto entre os cabelos revoltos que se espalhavam pela superfície. Sim estava na cama. Abriu os olhos devagar, sentindo a pressão nos olhos de um sono bem dormido, viu tudo branco à principio, a medida que seus olhos foram se adaptando ao dia, a luz foi diminuindo e tomando foco. Então viu a fresta da cortina por onde o sol se esgueirava e vinha lhe dar bom dia. 

Começou a sentir cada parte de seu corpo, as pernas embrulhadas no lençol, os braços jogados ao redor da cabeça, e nas costas um único ponto macio que exercia uma leve pressão contra ela. Uma mão estava ali, olhou para o lado e viu: o corpo que ela conhecia toda a geografia, cada detalhe, pinta e movimento, jazia ao seu lado em um sono profundo que só o cansaço podia proporcionar. Neste momento se lembrou da note anterior. 

Uma confusão de braços e pernas em movimentos constantes, a leve pressão de uma pele encostada na outra, o respirar arfado e cheio de desejo. A troca de gemidos e beijos. Enfim na janela o clarear calmo de mais um nascer do sol. Sorrindo para as imagens em sua cabeça, ela se virou, abraçou aquele ser único, sentindo sua pele e sua respiração suave. Fechou os olhos e se deixou dormir novamente.

8 de ago. de 2012

Paz em plena guerra

Em um cenário de guerra, onde não existe um minuto de silêncio, onde sempre há movimento, gritaria, estardalhaço, onde bombas estouram sem nenhum aviso prévio, tiros são lançados de tempos em tempos em alvos aleatórios. Um lugar no qual o peso do ar é tamanho, o fato de estar ali obriga a também lutar, a tomar partido, no qual a pressão se torna tão grande que o próprio ambiente, por mais que aberto, ameaça explodir em fagulhas a qualquer momento. Neste cenário ele caminha. 

Ele caminha demoradamente para o centro do cenário, passo a passo, e a cada um relembrando um momento da sua história. Talvez pensando que pudesse ter sido melhor, ou talvez pensando que não poderia ter sido melhor. Para em um momento, olha para os lados e observa cada pessoa lutando com todas as suas forças por uma causa que considera justa e verdadeira, mas que na verdade não passa de futilidade e busca de autoafirmação. Ele olha para cima, quem sabe em busca de um sinal de paz, mas só vê tiros e fagulhas voando por sobre sua cabeça. Então ele senta. 

Sentado percebe que a aflição das pessoas não passa de medo, medo de não ter ninguém, de não ser aceito, de não alcançar um objetivo, de não ter parte no resultado do fim da guerra, que elas têm esperança de que a guerra vai acabar, mas têm medo de que não acabe. Mas não percebem que essa guerra na verdade esta no interior de cada um, que é justamente o próprio medo de que não acabe que não deixa acabar. Ele olha novamente ao redor, e o que passa pela sua mente é o cenário é o mesmo sempre, e nós fazemos dele o que queremos. 

Sua visão turvou por um momento, não via mais pessoas, só vultos, correndo de um lado pro outro. Fechou os olhos, e resolveu deitar. Ele sentiu o chão frio, sentiu a vibração dos passos em volta, ainda ouvia os barulhos de guerra, mas agora queria acredita que estava em paz, que estava no seu cenário. Ele abriu os olhos, mas agora não viu os tiros e fagulhas voando por cima de si, agora ele viu o céu azul escuro ao fundo do movimento, pela primeira vez notou o quão bonito era aquela cor, e o movimento que via a frente, via estrelas cadentes, rabos de cometas, via um mundo alheio ao mundo que ouvia e sentia.

30 de jun. de 2012

Misterioso mundo de testosterona

Sabem ser carinhosos, românticos, cavalheiros, sabem impressionar, e como sabem conquistar, quando querem fazem de tudo para conseguir te deixar caidinha e completamente apaixonada, são capazes de dar a volta ao mundo, escalar o Everest, buscar os anéis de saturno, fazer um colar de estrelas, e dizer que fez isso só por você. 

Mas quando se tem a oportunidade de observar esse mesmo cara com outra garota você percebe o quanto ela é idiota e o quanto você foi o mesmo, a mesma história se repete. Alguns chegam a tanta cara de pau e usam exatamente as mesmas palavras, sem tirar nem por. E quando não conseguem mais ninguém, às vezes, vem correndo, com o rabo entre as pernas e carinha de cachorro na chuva, fazer mimos e agrados para te ter de volta. 

Não digo que sinto raiva, na verdade acho até engraçado. Dizer que todos são iguais e por isso não quero saber de mais nenhum, seria uma grande mentira minha. Pode ser difícil conviver com eles, se adaptar a forma de agir deles, agem por impulso e direcionados pela segunda cabeça, mas de uma coisa eu tenho certeza, viver sem eles é insuportável, perturbador e sem graça nenhuma.

16 de mar. de 2012

A caverna da atualidade.

Achei muito apropriado aos dias de hoje a imagem, uma visão politica e econômica, uma das poucas informações uteis que passam pelo facebook.

A ideia de uma figura presa a uma situação imposta a ela não é de hoje, a Alegoria da Caverna de Platão passa essa ideia, de alguém preso a um sistema, imagino que quem fez essa imagem tenha se inspirado nela, mas ali é acrescentado uma ideia a mais, dizendo que a imagem representa o mundo capitalista, as pessoas penduradas são os pobres, a base da piramide, que de fato quem sustenta o capitalismo, querendo ou não. O gordo sentado pode representar a burguesia que é "alimentada" pelos pobres e alimenta quem esta de fato no poder, mas ao mesmo tempo ele passa a ideia de que o gordo da figura não se da conta de que se alimenta das pessoas penduradas, numa alusão a Alegoria, as sombras feitas no muro é a televisão alimentando o consumismo, e da mesma forma que as pessoas presas na caverna não sabem o que produz as imagens, o gordo na figura não sabe que esta sendo manipulado. De um outro ponto de vista pode-se dizer que são os trabalhadores dos países desenvolvidos que exploram os trabalhadores dos países subdesenvolvidos sem nem se dar conta, como dizia um filósofo francês. Mas o que chamou minha atenção nessa imagem é o quanto a referencia feita ao sistema capitalista é real.

18 de out. de 2011

Palavras da paixão

Eu gosto de te ter assim bem perinho de mim, seus olhos a me observar e refletir os meus como um espelho de águas cristalinas e negras, sentir sua boca macia a cada beijo em cada pedaço do meu corpo me arrepiando por inteiro, sentir suas mãos quentes, leves e cuidadosas passeando pelo meu corpo sem destino de viajem ou tempo de voo. 

Adoro te ver sorrindo, um sorriso que alegra o ambiente a sua volta, colore com cores fortes o vento de um temporal e com corres suaves a brisa de um dia calmo, essa brisa que balança o seu cabelo castigando seus cachos de anjo com a pena de ficarem bagunçados. É bom sentir o seu corpo em volta do meu como que me protegendo desse mesmo vento que seu sorriso colore, seu peito como que encarando ao mesmo e dizendo que não deixará o mesmo castigo ser dado ao meu cabelo.

Adoro esse cuidado a mim investido, me comparando a mais bela das criaturas que, por inocente e dócil, precisa ser protegida de todo e qualquer ataque que a natureza possa impor contra minha existência, comparando ao mais belo quadro, mais bela arte, que, por não haver forma, não há outro igual, nem ao menos parecido, tendo que ser protegido de olhares que não venham com o objetivo de admirar. 

Meu maior desejo é sempre te ter ao meu lado, sempre poder contar com o seu braço a me envolver, com seus olhos a me invadir a alma, a imaginação, os mais profundos pensamentos e a reparar nos mais simples gestos de meu corpo.

24 de ago. de 2011

Evolução animal

Fico pensando, se não fosse o homem que desenvolvesse o cérebro a ponto de ser tornar o animal dominante em toda a Terra, em cada canto de cada continente, mas sim, talvez, sei lá, outro animal qualquer. Será que o mundo estaria do jeito que está? Será que esse outro animal qualquer seria tão qualquer a ponto de deixar o planeta que fornece nossa sobrevivência chegar ao ponto que chegou ou pior? Ou será que por ser outro animal qualquer o planeta estaria em melhores mãos? Ou será ainda que simplesmente o cérebro não devesse se desenvolver? 

A capacidade cerebral do bicho homem é tão magnífica, tão divina, tão gloriosa, cujo qual ninguém sabe ao certo até onde pode chegar, é um poder fascinante nas mãos de um pequeno ser que não sabe nem ao menos lidar com esse poder, não sabe se quer como usá-lo, quando os poucos que conseguem manipular de forma digna, com boas intenções e da melhor possível esse poder concebido pela evolução, um ser da mesma espécie, porem menos desenvolvido pega esse poder já materializado e, mesmo sem capacidade de entendê-lo completamente, resolve utilizá-lo, sendo a conseqüência deste ato um desastre natural ou não. 

Fico pensando como um animal tão egoísta, individualista e interesseiro como o ser humano pode ser capaz de conviver em bando, estabelecer relacionamentos, procriar e ainda conseguir se tornar mais individualista, mais egoísta e mais interesseiro do que já era. Talvez seja uma forma de sobrevivência, talvez uma forma de evolução, mas creio que um ser mais evoluído seria capaz de viver em sociedade sem prejudicar o seu próximo, não necessariamente se importando, mas ao menos contribuindo mutuamente, se não pro bem estar geral, talvez pro não mal estar geral, quem sabe um simples nada mutuamente distribuído em partes iguais, para esse poder de fazer nada não é necessário um cérebro altamente desenvolvido e polegares opositores, bastaria apenas, e quanto melhor, simplesmente ser vivo. Creio estar descrevendo uma ameba, talvez de fato o ser mais evoluído.

27 de abr. de 2011

Sistema, planejado, de consumo.

Este vídeo mostra uma visão muito interessante desse sistema adotado na maior parte do mundo, senão no mundo inteiro, e envolve todos os assuntos relacionados ao cotidiano da vida urbana, envolve, êxodo rural, consumismo, governos e suas atitudes referentes ao assunto, capitalismo, mídia, manipulação da população, resíduos, destruição do planeta, causas e efeitos da produção dos objetos que não vivemos sem, entre outras coisas.

São todos assuntos que em algum momento abordei aqui ou em algum momento futuro abordarei, pois é uma coisa que está aí, no cotidiano, nas nossas atitudes, na mídia (inclusive), e, por incrível que pareça, nas escolas, principalmente nas de nível técnico. É realidade e não uma ideologia barata, a solução que ela da também é uma realidade, estudada, pesquisada e em ensino, sim, é possível.  

26 de mar. de 2011

A natureza egoísta do ser humano.

Estou a cada dia mais convencida de que não existe uma atitude realizada pelo ser humano que não seja egoísta, nem que seja em sua idéia principal, simplesmente não existe. O ser humano é egoísta por natureza, vamos analisar umas poucas atitudes tomadas como não egoístas, só algumas senão este texto ficaria enorme e cansativo.

Vamos vislumbrar primeiro, e logo de cara, essa idéia dessa "hora do planeta", por mais que se diga que é uma ação feita para o bem do planeta isso é apenas uma boa conseqüência que proveio de uma idéia central egoísta, pensemos bem, só preocupa-se com o planeta e seu ecossistema porque a sobrevivência da raça humana depende dos mesmos, como falei no ultimo post: o mundo já extinguiu por completo o ecossistema existente algumas vezes, porque não faria com o ecossistema que mantém o ser humano? 

A maioria dos projetos, movimentos e atitudes tomadas em relação a isso é pura e simplesmente tomado pensando nessa circunstância, se fossemos capazes de sobreviver independentemente do planeta não se preocuparia com isso. Além disso, essa atitude é uma que da um saldo muito pequeno, poderia se fazer coisas que valessem mais apena, mas não daria tanto ibope, não seria tão bonitinho e nem daria tanta aceitação.

Logo percebemos que não só essa atitude mas todas como esta e todas as outras atitudes que o ser humano toma são egoístas, o fato de  avançar com ciência também é um ato egoísta, quem mais teria vantagem e reconhecimento nesse ato do que o próprio ser humano? Não se iludem caros nativos, repito nenhuma atitude do ser humano não é egoísta, nem mesmo o fato de eu postar este texto.

21 de fev. de 2011

A utopia da maior idade

Uma coisa que aprendi, uma coisa que percebi que não é como nós pensamos, que não funciona desse jeito, e que muita gente ainda pensa assim:

 - Quando eu fizer 18 anos tudo vai melhorar!

Só que não é bem assim, muitas vezes não muda nada, e outras vezes ainda piora. Se você acha que antes dos 18 era tratado como criança, que você não tinha poder de escolha, aproveite enquanto pode, depois da maior idade não é só direito de escolha que você ganha, vem junto todas as responsabilidades que você não tinha nem noção que existiam.

Sabe aquela vida que adolescente sempre sonha, quando fizer 18 vou avacalhar, vou tirar carteira, dirigir, vou voltar tarde, vou fazer isso e aquilo, mas pensa direitinho, e se sua mãe virar e dizer:

 - Agora você ja tem 18, parabéns, agora você é quem cuida de você, se vira!

Ai eu quero ver suas baladas até tarde, sua carteira de motorista, agora terá que poupar todo seu suado dinheirinho, sim, arranjará um emprego, por isso suado, para poder comprar aquele treco que você precisa para a faculdade, e mais suado ainda para algo que queira.

Mas a vida tem seu lado amargo mas também tem seu lado doce, depois de um longo tempo suando no trabalho para acabar sua faculdade, mestrado, doutorado, e quem sabe PhD, você vai começar a curtir os frutos de sua vida bem plantada, la na sua aposentadoria, isso se for bom o suficiente para ter uma boa remuneração.

Moral da história... Viva cada etapa da vida de forma plena, chore o que tem para chorar, ria o que tem rir, ame o que tem para amar e muito mais além, quer saber, ame muito além disso, se entregue, quebre a cara, cometa erros, só não estrague sua vida, brinque, se divirta, aproveite enquanto pode, tudo isso para poder dizer que não se arrepende de ter vivido.

Uma frase importantes que gosto, "é melhor se arrepender do que fez, do que se arrepender do que não fez." E uma idéia mais importante ainda, você leva na vida as escolhas da juventude, se só fizer escolhas certas a vida pode parecer curta, mas cometer graves erros ela vai parecer muito longa.

19 de jan. de 2011

A natureza simplesmente reage.

O assunto da vez é o desastre natural que ocorreu na região serrana, eu pensei que fosse mais um desastre que chegou a mídia e fosse ser esquecido rápido como muitos outros, mas já percebi que os desastres naturais que na verdade não são naturais de fato são os que perduram na mídia. Está se procurando um culpado para tal, os políticos, os urbanistas, talvez a própria natureza, só que a resposta esta na cara.

Como disse nossa querida "presidenta" (além de criar novas palavras) a moradia irregular no Brasil é regra e não exceção. Ela está certa (ao contrario de como se chama, o correto é a presidente), e acontece que como brasileiros construíram casas aonde deveria ter mato um simples fenômeno chamado erosão pluvial é acelerado, o que deveria ocorrer em séculos e lentamente ocorre em segundos.

Pode-se observar que só a área que continha casas que desabou, pois o mato é feito para segurar os sedimentos que se deslocam, mas onde há casas não há mato, logo os sedimentos não são segurados, e provocam o nosso "desastre natural".

O engraçado é que os urbanistas avisaram que isso iria acontecer, mas como sempre só se da ouvidos aos avisos quando já é tarde de mais, esta aí o nosso aquecimento global para confirmar. Não há como prevenir outros desabamentos, agora só há como remediar, e lá vai o dinheiro mal investido, é... isso se chama Brasil.

14 de dez. de 2010

O tempo, na verdade, parou.

O ser humano tem a ingênua audácia de achar que ele esta certo, que sua forma de pensar é a certa, sua cultura é a certa, sua religião é a certa. Só porque domina o mundo não quer dizer que o que pensa é lei, é pura pretensão achar que é o correto.Começando pelo fato de que o conceito de certo e errado é muito relativo, depende de como uma pessoa foi criada, em que cultura, com quais princípios, etc. Não significa que se foi criado na cultura X e está acostumado com ela que a Y seja errada, nem ao menos pior ou melhor.


Quando vemos em uma cultura de fora algo que, para nós, é uma atrocidade, logo ficamos horrorizados, mas não percebemos que as vezes na nossa própria cultura vemos e fazemos atrocidades piores, estamos tão acostumados a achar que é assim que não olhamos em volta e pensamos.É mecânico também, olharmos para o povo do passado e sua cultura e acusar-los, mas se parar para comparar, nós somos eles! Sim, tenho que concordar com Cazuza quando ele diz "... vejo o futuro repetir o passado(...) um museu de grandes novidades...".

A forma de pensar do ser humano não mudou, evoluiu, mas não mudou, muito menos sua atitude, "...ainda somos os mesmos (...) e as aparências não enganam não..." Belchior percebeu. Somente achamos novas desculpas, novos artifícios para os mesmos atos, as vezes desfarçados, as vezes não, mas o fato é que nada, nunca mudou, nem ao menos o motivo!


ps: para quem gosta de ler indico um texto de Horace Miner, "Ritos Corporais Entre os Sonacirema"

10 de dez. de 2010

Apenas uma descrição romântica...

Ele me provoca um sentimento que, com palavras, é difícil expressar. Uma espécie de desejo com gotas de cuidado, posse com estimulo de liberdade, o simples sentir sua presença, saber que esta perto, que esta bem, de alguma forma sacia o sentimento e ao mesmo tempo aumenta-o. Querendo trazer novas sensações e as antigas juntas, de forma que ao coração só resta saltar a garganta de tanto encher-se.

Sua imagem me transmite segurança, seus braços, não musculosos, mas mesmo assim fortes, seu peito aconchegante, me faz querer me esconder nele, sentir que nada no mundo pode me atingir pelo fato dele me abraçar.

Seus cabelos, como seda que cobre a mais pura criança na noite mais escura, macios, aconchegante, leves, que levam a seu rosto, ah seu rosto, a face de um anjo, o mais simples resplendor de uma beleza radiante, que meus olhos tiveram a prazer de, um dia, contemplar.

Seu jeito, seu caracter, o mais admirável cavaleiro dos filmes de princesa, o mais consagrado personagem descrito pelos autores românticos, o mais exaltado dos heróis mitológicos, o mais simples homem, o mais lembrado nos quadros de minha memória, que talvez, um dia, serão ofuscadas, ou simplesmente esquecidas.