Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens

7 de set. de 2011

Dia da troca de dependência

No dia 7 de setembro de 1822 o nosso querido Imperador Dom Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon,  mas conhecido como D. Pedro I, resolveu que o Brasil deixaria de ser colônia para ser um país, para ter sua independência, e hoje pessoas perdem suas tardes fazendo desfiles em baixo de sol quente em memória de um coisa que nunca existiu, sim nunca existiu, pois lhe pergunto: somos independentes? 

No dicionario o significado de independência é:  Ausência de dependência; liberdade. Condição de uma pessoa, de uma coletividade, que não se submete a outra autoridade e se governa por suas próprias leis. Vamos analisar, então, com base nessa informação, nossa situação. Seguimos nossas próprias leis? Se pensarmos que vivemos sob as leis do capitalismo, vivemos em prol de ter para podermos ser, e que mesmo se conseguimos ser temos que ser do jeito que o capitalismo manda sermos, pois isso é o certo, vestir esta roupa é ser legal, usar este óculos é ser popular, ter sempre o carro do ano é o principal, e ser quem você é de verdade é besteira, todos somos atores do mundo real. Penso que isto não é viver por suas próprias leis e sim por leis que nos impuseram a muito tempo atras.

Não nos submetemos a outra autoridade sem ser a nossa? Essa é fácil, somos criados, desde que nascemos, como objetivo de obedecer, primeiramente à nossos pais, o que deveria ser por respeito e compreensão de vivencia, depois à nossos professores, à nossos chefes / patrões, à policia, que teoricamente deveria ser uma autoridade eficiente à segurança, mas só fica com a parte de autoridade, aos governantes, presidentes, etc, sem falar que somos submetidos a autoridade do capitalismo, do dinheiro, pois sem ele não vivemos, temos que pagar até para respirar, se quisermos um ar, teoricamente, limpo, ou vá morar na favela, onde você deverá se submeter à "autoridade" das milicias e dos bandidos. Definitivamente não nos submetemos somente a nossa autoridade, se é que temos alguma.

E por fim: temos liberdade? Já escrevi vários textos falando sobre liberdade aqui neste blog, já falei que nós temos a liberdade de falar, desde que seja o que as pessoas querem ouvir, temos a liberdade de ir e vir, desde que sejamos vigiados com a desculpa de sermos possíveis terroristas, entre outros, se você olhar para o lado verá que não temos liberdade. além de, é claro, o próprio país não ser independente como país, apenas trocamos de "donos", Portugal para EUA, EUA para o próprio dinheiro. Então vamos pensar para um país que comemora 189 anos de independência acredito que sejamos tão independentes assim. 

Vamos parar de tratar nosso caro amigo Imperador cujo o nome ocupa duas linhas desde texto (sem a figura) como herói, pois não é, nem no dia da independência nem no dia do fico, que foi outra farsa (uma história para outro texto). Isso só mostra que o povo brasileiro não conhece sua história, nem ao menos o presente, e um povo que não conhece sua história esta fadado a repeti-lá.

23 de jul. de 2011

A chamada liberdade.

Estava eu em um dos meus devaneios de pensamentos, aqueles momentos que em viaja sem perceber que esta viajando e pensando em tudo ao mesmo tempo, quando de repente, quase que por um estalo, percebi quantas coisas existem que são contraditórias, percebi que o mundo é lugar contraditório, existe uma coisa que é dita como regra, mas ao mesmo tempo existe outra coisa completamente oposta a primeira e que chega, as vezes, a anular a primeira que também é tida como regra. Vou dar um exemplo para melhor compreensão.

Existe o chamado direito da liberdade de expressão, a ideia é que você pode dizer tudo que pensa sem haver nenhum problema com isso, sem ninguém poder lhe dizer que você não pode falar pois esta dentro de seu direito, mas na verdade todos sabemos que não é bem assim. Um exemplo prático hoje é duas pessoas em confronto de opiniões, uma diz que é a favor do homossexualismo e a outra que é contra, se a pessoa que é a favor expor sua opinião as pessoas, partilhando da mesma opinião ou não, dirão: "problema dela, ela esta em seu direito de liberdade de expressão."

Agora, se a pessoa que é contra expor sua opinião será que as pessoas reagirão da mesma forma? Somente quem vive em um mundo paralelo irá responder que sim, raras são as pessoas que pensaram do mesmo jeito, a maioria dirá: "você não pode falar isso, você pode ser processado por homofobia." Então é assim, a pessoa pode falar tudo o que ela quiser desde que não incomode as outras pessoas e ao mesmo tempo seu pensamento deve ser aceito pelas mesmas, vamos pensar bem, isso é uma liberdade condicional, o que ocorre com diversos assuntos e situações de nosso dia-a-dia.

O que é liberdade condicional? Seria uma forma de fazer você pensar que é livre para fazer tudo o que deseja sem que realmente seja, uma maneira de manipulação, uma maneira de fazer você pensar o que eles querem você pense, mas te fazendo acreditar que é você quem escolheu pensar isso, não teve nenhuma pressão da sociedade em cima dessa escolha. E quem tem um grande papel nessa formação de escravos da moral? Exatamente pequeno gafanhoto, a mídia, ela mesma que te passa a informação já pronta, já manipulada e sem nem um pingo de imparcialidade, como se tivesse saído do forno, selecionada, adicionado o ingrediente certo, manipulado e quentinho com uma pitada de sensacionalismo. 

É assim que funciona, ao mesmo tempo que te dão a impressão de inclusão na sociedade com o acesso a informação de todas as direções e de todas formas, estão na verdade formando mais uma forma de manipulação, pois o que adianta a informação sem a educação, sem aprender o tão prezado pensamento critico, a chave que liberta, ao menos, o pensamento, de forma que você não precise ouvir um pensamento para poder pensa-lo. Ouvi certa vez, não lembro onde, uma pergunta que de certa forma já foi respondida aqui, mas foi a qual me fez pensar melhor no assunto, que é de fato um assunto preocupante, mas só para um povo que esta preocupado em crescer, termino o texto com ela de forma a deixar espaço a reflexão. "Em um mundo onde todos tem acesso a informação, onde surge os formadores de opinião?"

15 de abr. de 2011

Qual realidade?

Viajando pelo universo da filosofia, perdida entre textos e textos, um deles me chamou atenção, apesar de ser um texto bastante conhecido e muito comentado, é um texto que permite uma interpretação em diversos assuntos, e que cada pessoa pode fazer uma diferente em diferentes momentos de sua vida. Bem relativo, assim como filosófico: "A Alegoria da Caverna" de Platão. ( http://umascores.com.br/blog/wp-content/uploads/livros/platao/o_mito_da_caverna.pdf )

Neste texto Platão nos compara a prisioneiros em uma caverna cujos só conseguem ver sombras projetadas em um murro, e tomam aquilo que estão acostumados como realidade. Alguns pontos, em particular, me chamaram atenção, cujos os quais gostaria de mostrar meu ponto de vista, principalmente de como se compara ao mundo atual.

Em um primeiro instante quando um dos prisioneiros é libertado ele, naturalmente, sente dor ao olhar para luz, pois sempre viveu olhando para as sombras. Neste momento eu achei uma encruzilhada em que se encontram muitos quando dão de cara com a "verdade": conforto ou sabedoria. Esse prisioneiro poderia fazer duas escolhas: poderia simplesmente ignorar esse ponto de vista que lhe é apresentado, seja por conforto, facilidade ou medo do incerto, ou poderia seguir em frente e descobrir esse novo mundo, seja por curiosidade ou por sede de sabedoria e conhecimento.

O interessante é que para as pessoas, muitas vezes é apresentado esse novo mundo, esse novo ponto de vista, e em vez de estarem abertas à uma possível argumentação saudável, por costume ou preguiça, ou seja lá os conceitos que já estão transplantados em seu cérebro pela imposição da sociedade, simplesmente ignoram ou acham que estão ficando "paranóicos". São poucos os que tomam a atitude que Platão destinou ao seu prisioneiro.

Em um segundo momento Platão manda esse ex-prisioneiro de volta à caverna e diz que ao contar aos outros sobre esse novo ponto de vista os outros dizem que estão louco. Neste ponto vi mais uma situação onde algumas pessoas que aceitam esse novo ponto de vista desistem da "verdade', seja a razão o fato de convencerei-na, ou ela mesma se convencer, de que realmente ela está louca e tenta "voltar à realidade" imposta pela sociedade, ou por achar que não tem forças para lutar contra a mesma.

Penso que cada um tem o seu momento de "desilusão", se uma determinada pessoa conseguiu ver esse novo mundo é porque é o momento dela, irá querer mostrar a todos, mas irá se decepcionar pois nem todos estão preparados esse choque com a "realidade" em que foi criado o seu mundo, essa pessoa pode conseguir mostrar à outras, mas não desistir ou se intimidar ao ver que muitas não aceitarão o seu  ponto de vista.

21 de fev. de 2011

A utopia da maior idade

Uma coisa que aprendi, uma coisa que percebi que não é como nós pensamos, que não funciona desse jeito, e que muita gente ainda pensa assim:

 - Quando eu fizer 18 anos tudo vai melhorar!

Só que não é bem assim, muitas vezes não muda nada, e outras vezes ainda piora. Se você acha que antes dos 18 era tratado como criança, que você não tinha poder de escolha, aproveite enquanto pode, depois da maior idade não é só direito de escolha que você ganha, vem junto todas as responsabilidades que você não tinha nem noção que existiam.

Sabe aquela vida que adolescente sempre sonha, quando fizer 18 vou avacalhar, vou tirar carteira, dirigir, vou voltar tarde, vou fazer isso e aquilo, mas pensa direitinho, e se sua mãe virar e dizer:

 - Agora você ja tem 18, parabéns, agora você é quem cuida de você, se vira!

Ai eu quero ver suas baladas até tarde, sua carteira de motorista, agora terá que poupar todo seu suado dinheirinho, sim, arranjará um emprego, por isso suado, para poder comprar aquele treco que você precisa para a faculdade, e mais suado ainda para algo que queira.

Mas a vida tem seu lado amargo mas também tem seu lado doce, depois de um longo tempo suando no trabalho para acabar sua faculdade, mestrado, doutorado, e quem sabe PhD, você vai começar a curtir os frutos de sua vida bem plantada, la na sua aposentadoria, isso se for bom o suficiente para ter uma boa remuneração.

Moral da história... Viva cada etapa da vida de forma plena, chore o que tem para chorar, ria o que tem rir, ame o que tem para amar e muito mais além, quer saber, ame muito além disso, se entregue, quebre a cara, cometa erros, só não estrague sua vida, brinque, se divirta, aproveite enquanto pode, tudo isso para poder dizer que não se arrepende de ter vivido.

Uma frase importantes que gosto, "é melhor se arrepender do que fez, do que se arrepender do que não fez." E uma idéia mais importante ainda, você leva na vida as escolhas da juventude, se só fizer escolhas certas a vida pode parecer curta, mas cometer graves erros ela vai parecer muito longa.