Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens

19 de jun. de 2012

Delírios de outono

Por que a vida exige que sejamos fortes? Enfrentar tudo de cabeça erguida para que não caia, para que não demonstre fraqueza. Mas é realmente a vida que exige isso? Talvez a vida simplesmente nos de a oportunidade e viver, ela não impõem regras, não coloca obstáculos, ela não se complica ou se facilita, mas nos deixa escolher como queremos viver. Se ela não exige que sejamos fortes então buscamos tanto este status?

O que significa ser forte? Ter coragem? Não chorar? Se superar? Seguir em frente mesmo quando parece impossível? Querer ser mais do que é? Vencer barreiras? Ser forte para mostrar para a sociedade que você esta ali, continua lutando, mostrar que você é diferente das outras pessoas porque é forte, porque persistiu. Então é a sociedade quem determina que temos que ser forte, e não a vida.

Mas qual o problema de ser fraco? O que tem de mais chorar quando não se aguenta mais a pressão dentro de sua cabeça? Qual o problema de mudar de opinião de vez em quando? Nosso corpo é fraco, nosso alimento é fraco, o mundo em que vivemos é fraco e sensível a pequenas alterações de ambiente. Então porque a nossa mente tem que ser forte? E por que a fraqueza é tida como algo ruim e pejorativo?

Talvez a sociedade tenha mudado os conceitos, o que significa ser fraco talvez seja ser forte, e vice-versa. Talvez esses conceitos, simplesmente, não deveriam existir. Pois só existem porque nossa percepção de mundo é dual, composta de opostos. Isto causa a criação dos conceitos bom e ruim, e o fato de colocarmos estes conceitos como adjetivo de coisas especificas. Prefiro pensar que só existem maneiras diferentes de reagir, e não o modo fraco e o forte, o bom e o ruim.


“O problema não é problema, o problema é a atitude com relação ao problema.” Kelly Young.

6 de jun. de 2012

Viagem insólita

Dar-se conta de que as coisas mudam, independente do seu querer, para melhor, para pior, existe um equilíbrio entre os dois opostos, talvez um balanceamento de 1 pra 1, ou 1 pra 2, só para manter a reação estável, só para não dizer que foi fácil. Facilidade, uma expressão tão buscada, mas tão difícil de ser encontrada tanto quanto a felicidade, por acaso ou não, são tão parecidas também. Dizem que o que ao que é fácil não se dá o devido valor, mas ao que é difícil se associa o cansaço, o desanimo. 

Contudo, não adianta tentar entender, mudar, ignorar, a vida é assim, coisas acontecem o tempo todo, coisas mudam, outras continuam a mesma coisa, pessoas chegam e trazem alegria, outras se vão deixam saudade, algumas continuam em nossas vidas, talvez até o momento que não possam mais continuar, talvez até que o vento mude de direção, talvez até o fim da vida. A verdade é que não dá para saber quem é passageiro de longa ou curta viagem, somente estão ali, na sua vida, e como o ponto de vista nesta viagem é seu é você o motorista, é você quem diz por onde a condução irá passar, de acordo com essa decisão os passageiros seguem as suas viagens saindo e entrando. 

Não sei se existe alguma forma de mudar o caminho das pessoas que cruzam o seu, não sei se é algo que seja fácil de fazer, provavelmente não, nada que valia a pena é fácil, mas em minha pouca vida vivida já consegui me perder nos conceitos, contextos, fatos, ações e pensamentos, não consigo saber se é possível a existência de uma pessoa que fique em sua vida, ou se simplesmente elas só ficarão enquanto os caminhos forem os mesmos e depois irão ser apenas boas lembranças. 

Se precisamos organizar as coisa por importância eu não conheço a escala ou tabela que indica a regra, se existe algo na vida que tenha mais ou menos importância eu simplesmente não quero saber qual tem mais ou qual tem menos, prefiro acreditar que tudo tem a sua importância, tanto a felicidade quanto a tristeza, tanto o estudo quanto a diversão, tanto o amor quanto o dinheiro, o que define o valor de cada coisa é o que você acredita que te trará felicidade.

28 de mai. de 2012

O amor pela causa

Alguns dizem que a paz no mundo pode ser alcançada com o amor, o amor ao próximo. Mas como se o amor não é simples? O amor é complicado. E muitos não sabem amar, não sabem nem se quer o real significado da palavra amor. Talvez seja o inverso, talvez não seja o ódio que cause as guerras, mas talvez seja o próprio amor, um amor descomunal, exagerado, tão grande que não cabe nas palavras e tem que passar as atitudes, e assim como uma droga se torna uma obseção. 

Ora, o que é o nacionalismo, o patriotismo, se não um amor obsessivo pelo seu país? Uma visão exagerada e fora de foco que o nosso é sempre o melhor, o mais correto, o mais belo. Uma visão de que a nossa a sociedade, a nossa cultura é a mais avançada, que o progresso é um avanço linear e que o nosso país esta na ponta da direita desta linha. Talvez a concepção de certo e errado seja somente uma questão de opinião, de ponto de vista, ou menos, talvez seja apenas o olhar tradicional de uma cultura que tem ela mesma como centro de foco. 

Talvez a solução não seja mais amor, mas sim mais compreensão, mais capacidade de obter outro ponto de vista, capacidade de se colocar no lugar do outro. Não precisa ama-lo, muito menos odia-lo, não é necessário gostar ou concordar com sua perspectiva, mas apenas compreende-la, e entender o porquê daquilo, o motivo pelo qual determinada coisa é feita e entendida como certa, ou errada. 

Não é preciso mais amor, talvez se houver mais amor haverá mais guerra. É preciso mais sabedoria. Talvez uma quebra com conceitos tradicionais, talvez um desapego do sentimento de querer estar sempre certo e não poder mudar de opinião, talvez um tratamento de choque para o medo de mudança. Dizer que o amor ao próximo ao próximo é o remédio para todos os males? Sejamos sinceros, quem aqui morreria pelo “próximo”? Mas uma boa pergunta é: quem ainda é capaz de morrer pela pátria? Ou no Brasil, pelo seu time de futebol. 


“Como é sabido, agente só se bate por uma causa na qual se tem confiança e pela qual se tem amor.” Adolf Hitler.

14 de abr. de 2012

Simples devaneio

O que me leva a escrever? Uma pergunta me feita uma vez, em muitas ocasiões, cada resposta era uma resposta diferente, um motivo diferente, mas não é por isso que todas as respostas são falsas, mas também não é por isso que todas as respostas são verdadeiras. Talvez só me tenham feito à pergunta errada. Qual seria a certa? Não tenho certeza. Mas talvez: você o porquê que você escreve? Resposta: não faço a menor ideia. Sim, é possível não fazer ideia do porque se escreve, sobre o que escreve, simplesmente se escreve. 

Tenho hipóteses que podem responder essa pergunta, algumas respondem bem, outras deixam explicações vagas. Hipóteses que podem se tornar teorias pelo simples fato de serem baseadas em argumentos bem fundamentados, mas não quer dizer que seja verdade. Escrevo porque me sinto bem escrever, porque saio de mim e vejo o mundo de outra maneira, porque gosto de ver as letras organizadas em palavras e as mesmas formando frases coerentes e com sentido completo. Coerente? Talvez nem tanto, talvez puros devaneios de uma mente cansada de procurar respostas para as perguntas que não se fazem. 

E já que as minhas frases talvez não tenham coerência por que o texto precisa ter? Um texto feito por junções de frases desconectas (como este) pode ter a capacidade da coerência? Ou ao menos necessita tê-la? A coerência é mero requisito para uma escrita formal, este texto não tem a pretensão de ser formal, nem ao menos informal, só tem a pretensão de ser um texto. Não o julgo capaz nem de ser dotado de sentido. Se não PE um texto formal não tem a necessidade te ter um começo, um meio e um fim, sendo assim talvez caiba a mim, simplesmente, acaba-lo abruptamente.

16 de mar. de 2012

A caverna da atualidade.

Achei muito apropriado aos dias de hoje a imagem, uma visão politica e econômica, uma das poucas informações uteis que passam pelo facebook.

A ideia de uma figura presa a uma situação imposta a ela não é de hoje, a Alegoria da Caverna de Platão passa essa ideia, de alguém preso a um sistema, imagino que quem fez essa imagem tenha se inspirado nela, mas ali é acrescentado uma ideia a mais, dizendo que a imagem representa o mundo capitalista, as pessoas penduradas são os pobres, a base da piramide, que de fato quem sustenta o capitalismo, querendo ou não. O gordo sentado pode representar a burguesia que é "alimentada" pelos pobres e alimenta quem esta de fato no poder, mas ao mesmo tempo ele passa a ideia de que o gordo da figura não se da conta de que se alimenta das pessoas penduradas, numa alusão a Alegoria, as sombras feitas no muro é a televisão alimentando o consumismo, e da mesma forma que as pessoas presas na caverna não sabem o que produz as imagens, o gordo na figura não sabe que esta sendo manipulado. De um outro ponto de vista pode-se dizer que são os trabalhadores dos países desenvolvidos que exploram os trabalhadores dos países subdesenvolvidos sem nem se dar conta, como dizia um filósofo francês. Mas o que chamou minha atenção nessa imagem é o quanto a referencia feita ao sistema capitalista é real.

19 de jul. de 2011

Atualidade e Utopia

Segundo o dicionário felicidade é definido assim: estado de quem é feliz, bem estar, contentamento. Mas afinal qual é o estado de uma pessoa feliz? O que faz uma pessoa feliz? O que leva uma pessoa a buscar a felicidade? O que pode trazer a real felicidade? Porque o conceito de felicidade não pode ser expresso por meras palavras.

Sócrates, filosofo grego do séc. IV a.C., acreditava que a felicidade não pode ser encontrada em coisas matérias, mas sim na busca pela sabedoria, pela verdade.enquanto nos dias de hoje essa busca foi esquecida dando lugar a busca pelo status, prazer e dinheiro.

Se perguntarmos pela rua o que é a felicidade, provavelmente um cidadão romântico que a felicidade é estar com a mulher que ama apenas eles dois, um cidadão que pensa no futuro diria que esta em uma conta bancaria gorda.A conclusão que se chega, ternária e humilde, é que a felicidade quase sempre esta onde não estamos, a felicidade nunca esta onde se costuma procurá-la.

Sócrates era contra tudo isso, ensinava que o bem pensar era o bem estar, logo a felicidade se acharia na sabedoria, na verdade, e não no consumismo, no materialismo e nos prazeres. Não só Sócrates pensava assim, outros nomes também: Cícero dizia que a vida feliz consiste na tranqüilidade da mente, Juvenal dizia que a sabedoria é o segredo da felicidade.

“Em todos os casos o homem sábio é bem mais sucedido que o ignorante, a sabedoria é vista como condicionamento necessário e suficiente para a felicidade.” (Sócrates)

Com o conceito de felicidade de hoje os homens se tornam cada dia mais infelizes, porem sentem a necessidade de parecer feliz, diante disso Samuel Beckett criou seu teatro do absurdo:

Vladimir – Diga que você é mesmo que não seja de verdade!
Estragon – O que é que tenho que dizer?
Vladimir – Diga: eu sou feliz.
Estragon – Eu sou feliz.
Vladimir – Eu também.
Estragon – Eu também.
Vladimir – Nós somos felizes.
Estragon – Nós somos felizes. (silêncio) E o que fazemos agora, agora que somos felizes?
Vladimir – Esperamos godot.

Cabe a cada individuo descobrir o que o torna realmente feliz, sem se tornar escravo de um sistema, sem se deixar levar pela opinião dos outros, e nem perder o foco do melhor da vida, porque o melhor da vida é ser feliz, independentemente de como, onde, com quem se viva, se achar a felicidade terá a melhor vida que alguém pode ter.


*Este texto foi produzido no colégio para uma aula de filosofia, AUTORAS: Simey Lopes e Luciana Pimentel

15 de abr. de 2011

Qual realidade?

Viajando pelo universo da filosofia, perdida entre textos e textos, um deles me chamou atenção, apesar de ser um texto bastante conhecido e muito comentado, é um texto que permite uma interpretação em diversos assuntos, e que cada pessoa pode fazer uma diferente em diferentes momentos de sua vida. Bem relativo, assim como filosófico: "A Alegoria da Caverna" de Platão. ( http://umascores.com.br/blog/wp-content/uploads/livros/platao/o_mito_da_caverna.pdf )

Neste texto Platão nos compara a prisioneiros em uma caverna cujos só conseguem ver sombras projetadas em um murro, e tomam aquilo que estão acostumados como realidade. Alguns pontos, em particular, me chamaram atenção, cujos os quais gostaria de mostrar meu ponto de vista, principalmente de como se compara ao mundo atual.

Em um primeiro instante quando um dos prisioneiros é libertado ele, naturalmente, sente dor ao olhar para luz, pois sempre viveu olhando para as sombras. Neste momento eu achei uma encruzilhada em que se encontram muitos quando dão de cara com a "verdade": conforto ou sabedoria. Esse prisioneiro poderia fazer duas escolhas: poderia simplesmente ignorar esse ponto de vista que lhe é apresentado, seja por conforto, facilidade ou medo do incerto, ou poderia seguir em frente e descobrir esse novo mundo, seja por curiosidade ou por sede de sabedoria e conhecimento.

O interessante é que para as pessoas, muitas vezes é apresentado esse novo mundo, esse novo ponto de vista, e em vez de estarem abertas à uma possível argumentação saudável, por costume ou preguiça, ou seja lá os conceitos que já estão transplantados em seu cérebro pela imposição da sociedade, simplesmente ignoram ou acham que estão ficando "paranóicos". São poucos os que tomam a atitude que Platão destinou ao seu prisioneiro.

Em um segundo momento Platão manda esse ex-prisioneiro de volta à caverna e diz que ao contar aos outros sobre esse novo ponto de vista os outros dizem que estão louco. Neste ponto vi mais uma situação onde algumas pessoas que aceitam esse novo ponto de vista desistem da "verdade', seja a razão o fato de convencerei-na, ou ela mesma se convencer, de que realmente ela está louca e tenta "voltar à realidade" imposta pela sociedade, ou por achar que não tem forças para lutar contra a mesma.

Penso que cada um tem o seu momento de "desilusão", se uma determinada pessoa conseguiu ver esse novo mundo é porque é o momento dela, irá querer mostrar a todos, mas irá se decepcionar pois nem todos estão preparados esse choque com a "realidade" em que foi criado o seu mundo, essa pessoa pode conseguir mostrar à outras, mas não desistir ou se intimidar ao ver que muitas não aceitarão o seu  ponto de vista.