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14 de abr. de 2012

Simples devaneio

O que me leva a escrever? Uma pergunta me feita uma vez, em muitas ocasiões, cada resposta era uma resposta diferente, um motivo diferente, mas não é por isso que todas as respostas são falsas, mas também não é por isso que todas as respostas são verdadeiras. Talvez só me tenham feito à pergunta errada. Qual seria a certa? Não tenho certeza. Mas talvez: você o porquê que você escreve? Resposta: não faço a menor ideia. Sim, é possível não fazer ideia do porque se escreve, sobre o que escreve, simplesmente se escreve. 

Tenho hipóteses que podem responder essa pergunta, algumas respondem bem, outras deixam explicações vagas. Hipóteses que podem se tornar teorias pelo simples fato de serem baseadas em argumentos bem fundamentados, mas não quer dizer que seja verdade. Escrevo porque me sinto bem escrever, porque saio de mim e vejo o mundo de outra maneira, porque gosto de ver as letras organizadas em palavras e as mesmas formando frases coerentes e com sentido completo. Coerente? Talvez nem tanto, talvez puros devaneios de uma mente cansada de procurar respostas para as perguntas que não se fazem. 

E já que as minhas frases talvez não tenham coerência por que o texto precisa ter? Um texto feito por junções de frases desconectas (como este) pode ter a capacidade da coerência? Ou ao menos necessita tê-la? A coerência é mero requisito para uma escrita formal, este texto não tem a pretensão de ser formal, nem ao menos informal, só tem a pretensão de ser um texto. Não o julgo capaz nem de ser dotado de sentido. Se não PE um texto formal não tem a necessidade te ter um começo, um meio e um fim, sendo assim talvez caiba a mim, simplesmente, acaba-lo abruptamente.

11 de fev. de 2012

Por que escrever?

Escrever é uma paixão, um vício, uma terapia, uma fuga, um estilo de vida, um delírio. Não se escrever simplesmente por escrever, se escreve como se tivesse um relacionamento diferente com cada palavra, tratando cada uma de maneira adequada, colocando cada uma no lugar certo e no momento certo. 

Assim como para ler, uma leitura prazerosa, tem-se que degustar as palavras, também para escrever. Tendo cada palavra um gosto diferente, as vezes parecido, mais sempre diferente, de forma que assim como tempero trocado, palavras trocadas fazem uma diferença enorme no paladar. Como preparar um prato, um texto tem de ter a escolha certa das palavras. 

Um vício delirante, justamente por ser uma paixão, um delírio agradável onde cada letra posta no papel de forma a fazer uma palavra é uma viajem, é um prazer de sensações e dimensões diferentes, nunca iguais, proporcionando exclusivo gozo, cujo qual não será sentido novamente, agradável, sufocante, viciante. 

Escrever não é um simples verbo a ser conjugado, é o verbo que merece uma atenção especial, um namorado que sabe muito bem como agradar, provocar, delirar, surpreender, entusiasmar, enlouquecer, sempre de maneira nunca experimentada antes, e te deixando querendo sempre mais.