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4 de nov. de 2012

Breve despertar

Despertou lentamente, levando alguém tempo para perceber as coisas ao seu redor, uma a uma. Sentiu, primeiro, a maciez em seu rosto entre os cabelos revoltos que se espalhavam pela superfície. Sim estava na cama. Abriu os olhos devagar, sentindo a pressão nos olhos de um sono bem dormido, viu tudo branco à principio, a medida que seus olhos foram se adaptando ao dia, a luz foi diminuindo e tomando foco. Então viu a fresta da cortina por onde o sol se esgueirava e vinha lhe dar bom dia. 

Começou a sentir cada parte de seu corpo, as pernas embrulhadas no lençol, os braços jogados ao redor da cabeça, e nas costas um único ponto macio que exercia uma leve pressão contra ela. Uma mão estava ali, olhou para o lado e viu: o corpo que ela conhecia toda a geografia, cada detalhe, pinta e movimento, jazia ao seu lado em um sono profundo que só o cansaço podia proporcionar. Neste momento se lembrou da note anterior. 

Uma confusão de braços e pernas em movimentos constantes, a leve pressão de uma pele encostada na outra, o respirar arfado e cheio de desejo. A troca de gemidos e beijos. Enfim na janela o clarear calmo de mais um nascer do sol. Sorrindo para as imagens em sua cabeça, ela se virou, abraçou aquele ser único, sentindo sua pele e sua respiração suave. Fechou os olhos e se deixou dormir novamente.

30 de jun. de 2012

Misterioso mundo de testosterona

Sabem ser carinhosos, românticos, cavalheiros, sabem impressionar, e como sabem conquistar, quando querem fazem de tudo para conseguir te deixar caidinha e completamente apaixonada, são capazes de dar a volta ao mundo, escalar o Everest, buscar os anéis de saturno, fazer um colar de estrelas, e dizer que fez isso só por você. 

Mas quando se tem a oportunidade de observar esse mesmo cara com outra garota você percebe o quanto ela é idiota e o quanto você foi o mesmo, a mesma história se repete. Alguns chegam a tanta cara de pau e usam exatamente as mesmas palavras, sem tirar nem por. E quando não conseguem mais ninguém, às vezes, vem correndo, com o rabo entre as pernas e carinha de cachorro na chuva, fazer mimos e agrados para te ter de volta. 

Não digo que sinto raiva, na verdade acho até engraçado. Dizer que todos são iguais e por isso não quero saber de mais nenhum, seria uma grande mentira minha. Pode ser difícil conviver com eles, se adaptar a forma de agir deles, agem por impulso e direcionados pela segunda cabeça, mas de uma coisa eu tenho certeza, viver sem eles é insuportável, perturbador e sem graça nenhuma.

8 de jun. de 2012

Na brisa do amor

Areia clara, passando aos pés descalços uma sensação de maciez, as ondas lambendo a areia quente e provando junto o gosto dos pés que ali passam, provocando sensações opostas, quente e frio. O vento suave passando pelo rosto, espalhando o perfume dos cabelos e balançando-os. O céu, um tom de vermelho meio alaranjado, colocando o sol na cama e dando o beijo de boa noite. Na mão, apertando a mão da pessoa amada, sentindo seu corpo todo por ela, percebendo cada sensação provocada. 

Cada grão de areia em contato com pele, emoção de um beijo. Parece delírio, mas impossível evitar entusiasmo ao estar junto ao amor. Caminhada vai ficando densa, passadas fortes e vibrantes como as batidas do coração, mas o sentimento continua suave, como a brisa do mar. Risos soltos, piadas ao vento, aponta um pássaro no céu, comenta a beleza da quase noite. Um beijo suave impera na grandeza do momento. Beijos repetidos acompanhando os do mar na areia. 

Para o resto da noite? Deixa no ar. Talvez dali cada um siga seu caminho, talvez sigam juntos até a noite acabar. Não importa, só importa o momento, ali estão felizes, e enquanto estão felizes o momento é eterno. A mesma eternidade que o céu parece ter na noite mais linda em que lua não se esconde. O fim ninguém sabe, e para que saber? Basta viver o momento, e neste conta o eterno beijo.



26 de mai. de 2012

Delírios do coração


Parece um sonho, não da para acreditar que é real, você é tudo o que sonhei, imaginei, criei, e melhor, veio com extras, coisas que não pedi e vieram juntas no pacote só para me deixar mais feliz. Parece que te criei ontem, montei parte por parte, característica por característica, do jeito que eu quis, melhor não poderia ficar. Depois pedi a Afrodite que soprasse vida a um coração feito especialmente para mim. 

Por mais que te conheça há pouco tempo, sei pouco sobre você, mas sei mais poderia saber só neste pouco tempo, parece que te conheço a muito tempo, talvez por encanto, mágica, uma força que não deixa sentir falta de lembranças, simplesmente substitui por planos, imaginação, por mais que seja um futuro incerto, uma tela um branco que pode ser pintada e repintada quantas vezes quiser. 


Para quem aprendeu a não esperar um “príncipe encantado”, a não esperar por um homem que seja tudo o que sempre quis, simplesmente porque pessoas são imperfeitas e alma gêmea é coisa de conto de fadas, encontrar alguém assim é, ou muita sorte, ou muito azar. Difícil acreditar de cara, difícil não desconfiar que tem alguma coisa errada, ou certa de mais, mas mesmo assim você me conquistou, venceu meus escudos e me deixou assim: com medo do futuro, com medo de um futuro que eu não consigo prever.

21 de mai. de 2012

Começo de uma história

E quando eu sossego, quando eu resolvo que não quero mais problemas, não quero mais preocupação, nem outro foco para minha atenção, ai sim, surge alguém que me tira do sério, surge aquela pessoa que consegue juntar todas as qualidades e características que você sempre imaginou, sonhou, e ainda consegue ser melhor que o melhor se seus sonhos. 

No inicio você desconfia, acha que é mais um caçador a procura de uma presa fácil, mas de alguma forma você sente algo diferente, resolve dar uma chance, mas tenta, com todas as forças, não se apaixonar, consegue seguir os planos, porém percebe que, aos poucos, é ele quem domina seus pensamentos, o jeito dele te agrada, estar com ele te faz bem. Então percebe, não conseguiu, está apaixonada. 
Resolve, então, se entregar, ver o que acontece, ser você mesma. O final da história? Desconheço, e por algum motivo não quero conhecer, quero simplesmente deixar o tempo caminhar, os sentimentos fluírem e me levarem para onde quiserem. Vou me arrepender? Não, pois do pior que possa acontecer vou aprender mais alguma coisa, mas se for para me arrepender, prefiro que seja pelo que fiz e nunca pelo que deixei de fazer.

5 de abr. de 2012

Inevitável reflexão

Porque você não sai da minha cabeça, não adianta, não sai, seus cabelos, macios como a malha mais confortável de se cobrir, da cor do lírio (se é que eu conheço a cor do lírio), seus olhos que ao mesmo tempo que distantes também penetram em mim como que tentando descobrir meus segredos, meus pensamentos, tentando descobrir o “eu” que tento manter seguro lá dentro de mim por simples segurança. Sua voz que seu sotaque da um quê especial, suave, segura, acolhedora. 

Mas não só sua imagem que não sai da minha cabeça, todo o tipo de pensamento referente a você, a ideia de como o destino (se é que há um) traçou nosso encontro, a ideia de ter ao mesmo tempo tão perto e tão distante, as perguntas sem resposta, as que perguntas que não tem resposta imediata, e as que sequer tem resposta: será que vai dar certo? Será que é real? Tenho certeza de que não estou sonhando? Será que é o momento, o instante ou é para sempre? Respostas que só o tempo dirá. 

Mas de uma forma ou de outra a saudade bate, e bate forte, a vontade de te ver, de te ter junto a mim, passar as mãos em seus cabelos, olhar em seus olhos, sentir teu toque, ouvir sua voz dizendo que sentiu minha falta, que me quer, que me ama, te abraçar forte, dizer que te amo. A distância, o tempo, o que são? São meras barreiras momentâneas que o próprio tempo transformara em pó, muros que são escalados aos poucos. O que mais interessa no momento? Não sei, talvez o sentimento, talvez a razão, talvez simplesmente o tato, também o que importa? Quando estou com você: nada importa, tudo importa.

11 de fev. de 2012

Por que escrever?

Escrever é uma paixão, um vício, uma terapia, uma fuga, um estilo de vida, um delírio. Não se escrever simplesmente por escrever, se escreve como se tivesse um relacionamento diferente com cada palavra, tratando cada uma de maneira adequada, colocando cada uma no lugar certo e no momento certo. 

Assim como para ler, uma leitura prazerosa, tem-se que degustar as palavras, também para escrever. Tendo cada palavra um gosto diferente, as vezes parecido, mais sempre diferente, de forma que assim como tempero trocado, palavras trocadas fazem uma diferença enorme no paladar. Como preparar um prato, um texto tem de ter a escolha certa das palavras. 

Um vício delirante, justamente por ser uma paixão, um delírio agradável onde cada letra posta no papel de forma a fazer uma palavra é uma viajem, é um prazer de sensações e dimensões diferentes, nunca iguais, proporcionando exclusivo gozo, cujo qual não será sentido novamente, agradável, sufocante, viciante. 

Escrever não é um simples verbo a ser conjugado, é o verbo que merece uma atenção especial, um namorado que sabe muito bem como agradar, provocar, delirar, surpreender, entusiasmar, enlouquecer, sempre de maneira nunca experimentada antes, e te deixando querendo sempre mais.