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3 de mai. de 2013

Quando encontram o seu eu.

Acontece assim: quando resolve se abrir, destruir os muros construídos ao longo de um tempo para sua defesa e deixa a pessoa entrar e ver como você é, quem você é, a pessoa te magoa, você sofre tudo de novo e passa por todo o processo de construção de muro novamente. Mas acontece que você é idiota, e deixa isso acontecer sempre que conhece alguém e acha, por algum momento de problema mental que você esta passando na hora, que pode confiar na pessoa. 

Lidar com pessoas é difícil para mim, lidar com pessoas normais é mais difícil ainda. Ninguém pensa em perguntar o porquê uma pessoa faz determinada coisa, toma determinada atitude ou pensa de determinado jeito, para que perguntar, se pode tirar conclusões com somente o que se vê, sem levar em consideração todo um contexto, que em cada caso é um diferente? Muito trabalho, é mais fácil julgar. 

O problema virá de fato um problema quando se leva em conta relacionamentos, as pessoas querem que você derrube seu muro, suas defesas, mas não querem parar para entender o que encontram quando você faz isso. A sociedade quer tornar diferente o que ela mesma criou, porém sem dedicar o tempo e a atenção necessária à cria.

7 de abr. de 2013

Saudade

Aquele momento em que todo o seu passado volta a sua cabeça como uma história qualquer contada em alguns segundos. Não, não estou prestes a morrer, é apenas um momento de saudades. Sentir saudade de tudo o que já aconteceu, as coisas boas principalmente, mas também algumas coisas que se considerava ruim, porém descobriu depois que era boa. 

Saudade de ser pequena e dormir no sofá depois acordar na cama, de brincar descalça na rua, de tirar boas notas sem ter que ao menos pegar no caderno, de crescer aos poucos. Saudade da primeira paixão, do primeiro beijo escondido, do primeiro namoradinho de infância, do próximo e do seguinte, dos sentimentos que traziam, onde cada um era diferente do outro, sensações e aprendizados novos. 

Interessante é observar que cada pessoa que passa deixa uma coisa dela, um trejeito, uma frase, uma mania, e sempre o que fica é a melhor lembrança. Saudade de cada uma, de cada diferença, de cada toque, cada olhar, cada sensação, saudade do que de bom ficou, do que foi aprendido e ensinado, da troca de ideias e opiniões. 

Saudade, contudo, do hoje. Do que me espera a cada dia, no dia seguinte, de não saber o que se esperar do daqui a pouco. Da pessoa que esta longe e é muito desejada, do abraço, do carinho. Saudade também do futuro, do que ainda não foi, e ainda nem ao menos chegou, pois desse sim, tão esperado por vir, a saudade é tudo o que posso sentir.

21 de jan. de 2013

Um minuto

Em um minuto tudo parece desabar, tudo vira de cabeça para baixo, como se houvesse algo deturpando a visão e de repente caísse e começasse a ver tudo da forma que realmente é, ver o que acredita cair por terra, ver a esperança morrer, a frustração chegar, a vontade de morrer tomar conta.

Morrer. Talvez uma opção razoável, uma solução para todos os tipos de problemas, uma solução rápida e fácil. Não, fácil não. Morrer requer coragem, uma coragem absurda, tão grande a ponto de não querer procurar soluções mais fáceis, tão pequena que não permite a força de encarar a vida.

Contudo, encarar a vida é assustador, encarar sonhos despedaçados, suportar um amor mentiroso, se lançar em uma luta eterna onde no fim... bem, o fim será sempre o mesmo: a fria e incontestável solidão da morte. São dois caminhos para um mesmo fim.



4 de nov. de 2012

Breve despertar

Despertou lentamente, levando alguém tempo para perceber as coisas ao seu redor, uma a uma. Sentiu, primeiro, a maciez em seu rosto entre os cabelos revoltos que se espalhavam pela superfície. Sim estava na cama. Abriu os olhos devagar, sentindo a pressão nos olhos de um sono bem dormido, viu tudo branco à principio, a medida que seus olhos foram se adaptando ao dia, a luz foi diminuindo e tomando foco. Então viu a fresta da cortina por onde o sol se esgueirava e vinha lhe dar bom dia. 

Começou a sentir cada parte de seu corpo, as pernas embrulhadas no lençol, os braços jogados ao redor da cabeça, e nas costas um único ponto macio que exercia uma leve pressão contra ela. Uma mão estava ali, olhou para o lado e viu: o corpo que ela conhecia toda a geografia, cada detalhe, pinta e movimento, jazia ao seu lado em um sono profundo que só o cansaço podia proporcionar. Neste momento se lembrou da note anterior. 

Uma confusão de braços e pernas em movimentos constantes, a leve pressão de uma pele encostada na outra, o respirar arfado e cheio de desejo. A troca de gemidos e beijos. Enfim na janela o clarear calmo de mais um nascer do sol. Sorrindo para as imagens em sua cabeça, ela se virou, abraçou aquele ser único, sentindo sua pele e sua respiração suave. Fechou os olhos e se deixou dormir novamente.

30 de jun. de 2012

Misterioso mundo de testosterona

Sabem ser carinhosos, românticos, cavalheiros, sabem impressionar, e como sabem conquistar, quando querem fazem de tudo para conseguir te deixar caidinha e completamente apaixonada, são capazes de dar a volta ao mundo, escalar o Everest, buscar os anéis de saturno, fazer um colar de estrelas, e dizer que fez isso só por você. 

Mas quando se tem a oportunidade de observar esse mesmo cara com outra garota você percebe o quanto ela é idiota e o quanto você foi o mesmo, a mesma história se repete. Alguns chegam a tanta cara de pau e usam exatamente as mesmas palavras, sem tirar nem por. E quando não conseguem mais ninguém, às vezes, vem correndo, com o rabo entre as pernas e carinha de cachorro na chuva, fazer mimos e agrados para te ter de volta. 

Não digo que sinto raiva, na verdade acho até engraçado. Dizer que todos são iguais e por isso não quero saber de mais nenhum, seria uma grande mentira minha. Pode ser difícil conviver com eles, se adaptar a forma de agir deles, agem por impulso e direcionados pela segunda cabeça, mas de uma coisa eu tenho certeza, viver sem eles é insuportável, perturbador e sem graça nenhuma.

24 de jun. de 2012

Momento final

- Mas... eu te amo!
- Não, você não me ama, Clarice.

Clarice parou de repente de andar, com os olhos cheios d’água, enquanto o via virar as costas, se afastar, queria fazer algo, mas não via o que, queria correr e segurá-lo bem forte para impedir que fosse embora, mas não conseguia, seu corpo todo havia se paralisado, como se tivesse tomado um choque, “você não me ama”, como assim? Essas palavras caíram como um peso tal em cima dela, que mesmo fazendo muito esforço não conseguia mandar ordens a seus músculos, não conseguia nem sequer pensar.

Ele continuava a se afastar, se aproximar da porta, sem nem olhar para trás, Clarice sabia que se ele chegasse a porta e a fechasse seria tarde de mais, a partir desse momento não teria mais chance nenhuma de tentar qualquer coisa. Mas a sua mente estava presa em um ponto: “é claro que eu o amo, como ele não vê? Ou será que não?” Até ali ela tinha certeza que o amava muito, um amor tamanho que não tinha olhos para mais nada, mas algo a incomodava, começava a pensar que talvez não, talvez ele estivesse certo, talvez ela não o amasse.

Mas, se não o amava tudo o que vivera fora mentira, porém ela sentia, se sentia era real, não era? Ou se enganará? Poderia o coração se enganar, fazer com que achasse que amava, mas na verdade não amava? Mas sentia, então o que sentia? Clarice não sabia mais ao certo. Talvez paixão, fascínio por encontrar alguém tão diferente, alguém que lhe ensinasse tanta coisa nova e lhe fizesse tão bem. Talvez conformismo, sendo isto não o merecia, seria ela muito criança para merecer alguém como ele?

Nesta hora um baque a tirou de seu devaneio, era o baque da porta batendo. Olhou em volta na esperança de vê-lo mais uma vez ali, sentado no sofá, ou tomando café, não estava lá. Clarice sabia, ele se foi, talvez para sempre, talvez voltasse, não sabia. Ele a amava, disso sabia, e agora, só disso que sabia. Também sabia que a porta se fechara, e, por causa de seu devaneio, não o vira sair. Agora só ficou com a imagem da porta, se ele olhou para ela antes de sair ou simplesmente saiu sem olhar para trás, Clarice nunca saberá.

8 de jun. de 2012

Na brisa do amor

Areia clara, passando aos pés descalços uma sensação de maciez, as ondas lambendo a areia quente e provando junto o gosto dos pés que ali passam, provocando sensações opostas, quente e frio. O vento suave passando pelo rosto, espalhando o perfume dos cabelos e balançando-os. O céu, um tom de vermelho meio alaranjado, colocando o sol na cama e dando o beijo de boa noite. Na mão, apertando a mão da pessoa amada, sentindo seu corpo todo por ela, percebendo cada sensação provocada. 

Cada grão de areia em contato com pele, emoção de um beijo. Parece delírio, mas impossível evitar entusiasmo ao estar junto ao amor. Caminhada vai ficando densa, passadas fortes e vibrantes como as batidas do coração, mas o sentimento continua suave, como a brisa do mar. Risos soltos, piadas ao vento, aponta um pássaro no céu, comenta a beleza da quase noite. Um beijo suave impera na grandeza do momento. Beijos repetidos acompanhando os do mar na areia. 

Para o resto da noite? Deixa no ar. Talvez dali cada um siga seu caminho, talvez sigam juntos até a noite acabar. Não importa, só importa o momento, ali estão felizes, e enquanto estão felizes o momento é eterno. A mesma eternidade que o céu parece ter na noite mais linda em que lua não se esconde. O fim ninguém sabe, e para que saber? Basta viver o momento, e neste conta o eterno beijo.



28 de mai. de 2012

O amor pela causa

Alguns dizem que a paz no mundo pode ser alcançada com o amor, o amor ao próximo. Mas como se o amor não é simples? O amor é complicado. E muitos não sabem amar, não sabem nem se quer o real significado da palavra amor. Talvez seja o inverso, talvez não seja o ódio que cause as guerras, mas talvez seja o próprio amor, um amor descomunal, exagerado, tão grande que não cabe nas palavras e tem que passar as atitudes, e assim como uma droga se torna uma obseção. 

Ora, o que é o nacionalismo, o patriotismo, se não um amor obsessivo pelo seu país? Uma visão exagerada e fora de foco que o nosso é sempre o melhor, o mais correto, o mais belo. Uma visão de que a nossa a sociedade, a nossa cultura é a mais avançada, que o progresso é um avanço linear e que o nosso país esta na ponta da direita desta linha. Talvez a concepção de certo e errado seja somente uma questão de opinião, de ponto de vista, ou menos, talvez seja apenas o olhar tradicional de uma cultura que tem ela mesma como centro de foco. 

Talvez a solução não seja mais amor, mas sim mais compreensão, mais capacidade de obter outro ponto de vista, capacidade de se colocar no lugar do outro. Não precisa ama-lo, muito menos odia-lo, não é necessário gostar ou concordar com sua perspectiva, mas apenas compreende-la, e entender o porquê daquilo, o motivo pelo qual determinada coisa é feita e entendida como certa, ou errada. 

Não é preciso mais amor, talvez se houver mais amor haverá mais guerra. É preciso mais sabedoria. Talvez uma quebra com conceitos tradicionais, talvez um desapego do sentimento de querer estar sempre certo e não poder mudar de opinião, talvez um tratamento de choque para o medo de mudança. Dizer que o amor ao próximo ao próximo é o remédio para todos os males? Sejamos sinceros, quem aqui morreria pelo “próximo”? Mas uma boa pergunta é: quem ainda é capaz de morrer pela pátria? Ou no Brasil, pelo seu time de futebol. 


“Como é sabido, agente só se bate por uma causa na qual se tem confiança e pela qual se tem amor.” Adolf Hitler.

26 de mai. de 2012

Delírios do coração


Parece um sonho, não da para acreditar que é real, você é tudo o que sonhei, imaginei, criei, e melhor, veio com extras, coisas que não pedi e vieram juntas no pacote só para me deixar mais feliz. Parece que te criei ontem, montei parte por parte, característica por característica, do jeito que eu quis, melhor não poderia ficar. Depois pedi a Afrodite que soprasse vida a um coração feito especialmente para mim. 

Por mais que te conheça há pouco tempo, sei pouco sobre você, mas sei mais poderia saber só neste pouco tempo, parece que te conheço a muito tempo, talvez por encanto, mágica, uma força que não deixa sentir falta de lembranças, simplesmente substitui por planos, imaginação, por mais que seja um futuro incerto, uma tela um branco que pode ser pintada e repintada quantas vezes quiser. 


Para quem aprendeu a não esperar um “príncipe encantado”, a não esperar por um homem que seja tudo o que sempre quis, simplesmente porque pessoas são imperfeitas e alma gêmea é coisa de conto de fadas, encontrar alguém assim é, ou muita sorte, ou muito azar. Difícil acreditar de cara, difícil não desconfiar que tem alguma coisa errada, ou certa de mais, mas mesmo assim você me conquistou, venceu meus escudos e me deixou assim: com medo do futuro, com medo de um futuro que eu não consigo prever.

21 de mai. de 2012

Começo de uma história

E quando eu sossego, quando eu resolvo que não quero mais problemas, não quero mais preocupação, nem outro foco para minha atenção, ai sim, surge alguém que me tira do sério, surge aquela pessoa que consegue juntar todas as qualidades e características que você sempre imaginou, sonhou, e ainda consegue ser melhor que o melhor se seus sonhos. 

No inicio você desconfia, acha que é mais um caçador a procura de uma presa fácil, mas de alguma forma você sente algo diferente, resolve dar uma chance, mas tenta, com todas as forças, não se apaixonar, consegue seguir os planos, porém percebe que, aos poucos, é ele quem domina seus pensamentos, o jeito dele te agrada, estar com ele te faz bem. Então percebe, não conseguiu, está apaixonada. 
Resolve, então, se entregar, ver o que acontece, ser você mesma. O final da história? Desconheço, e por algum motivo não quero conhecer, quero simplesmente deixar o tempo caminhar, os sentimentos fluírem e me levarem para onde quiserem. Vou me arrepender? Não, pois do pior que possa acontecer vou aprender mais alguma coisa, mas se for para me arrepender, prefiro que seja pelo que fiz e nunca pelo que deixei de fazer.

5 de abr. de 2012

Inevitável reflexão

Porque você não sai da minha cabeça, não adianta, não sai, seus cabelos, macios como a malha mais confortável de se cobrir, da cor do lírio (se é que eu conheço a cor do lírio), seus olhos que ao mesmo tempo que distantes também penetram em mim como que tentando descobrir meus segredos, meus pensamentos, tentando descobrir o “eu” que tento manter seguro lá dentro de mim por simples segurança. Sua voz que seu sotaque da um quê especial, suave, segura, acolhedora. 

Mas não só sua imagem que não sai da minha cabeça, todo o tipo de pensamento referente a você, a ideia de como o destino (se é que há um) traçou nosso encontro, a ideia de ter ao mesmo tempo tão perto e tão distante, as perguntas sem resposta, as que perguntas que não tem resposta imediata, e as que sequer tem resposta: será que vai dar certo? Será que é real? Tenho certeza de que não estou sonhando? Será que é o momento, o instante ou é para sempre? Respostas que só o tempo dirá. 

Mas de uma forma ou de outra a saudade bate, e bate forte, a vontade de te ver, de te ter junto a mim, passar as mãos em seus cabelos, olhar em seus olhos, sentir teu toque, ouvir sua voz dizendo que sentiu minha falta, que me quer, que me ama, te abraçar forte, dizer que te amo. A distância, o tempo, o que são? São meras barreiras momentâneas que o próprio tempo transformara em pó, muros que são escalados aos poucos. O que mais interessa no momento? Não sei, talvez o sentimento, talvez a razão, talvez simplesmente o tato, também o que importa? Quando estou com você: nada importa, tudo importa.

28 de jan. de 2012

Conto de uma noite

Quarto simples, mas bonito, cama macia, redonda, espelhos na parede e no teto, Luíza quem reparou o quarto, André só reparava que aquele vestido estava muito tempo no corpo dela. Puxou ela para perto de si, beijando a sua boca deliciosa, sentia seu corpo com a mão, cada curva, cada movimento, cada respirar. Ela sentindo as costas dele, colocando a mão por debaixo de sua blusa, resolveu que o lugar dela era no chão. Ajudou André a se livrar dela, deixando seu belo peitoral livre para seu vislumbre. 

Ele passando a mão por cima do vestido, chegou a sua alça, deslizou a mesma deixando o vestido cair, beijou o pescoço, o ombro, já livre da alça. Ela o puxou para mais perto dela, pousou a mão em sua calça, um botão seguido de um zíper, volta a mão para as costas dele. Ele arranca a calça resolvendo o problema o apouco descoberto, passa suas mãos pela cintura dela, sobe pelas costas, encontra um fecho, se livra do sutiã. 

Segura seus seios macios e redondos, sente sua boca arder, passar alguns minutos beijando e chupando aqueles seios, aquele corpo que tanto lhe excitou hoje. Ela coloca a mão dentro da cueca, sente ele, gosta do que sentiu, resolve que o tempo de duração daquela cueca separando eles já esgotou, se livra dela. Ele faz a mesma coisa com a calcinha dela. Sua mão escorrega por entre as pernas dela, se movimenta de maneira a arrancar pequenos gemidos de Luíza. 

Ela deita por cima dele, beijando seu peito, colo, perde algum tempo na próxima caricia, arranca suspiros de André. Ele segura ela e a deita por baixo dele, beija cada parte do corpo de Luíza, explorando, descobrindo. Ela pede. Ele entrega. Movimentos repetidos entre beijos, apertos, arranhões, gemidos, suspiros. Um vai e vem tão intenso de enlouquecer. Convulsões e respiração ofegante denunciam o limite do prazer.

21 de jan. de 2012

Momento Sublime

Ela senta em um canto, um degrau de uma escada qualquer, um canto onde ela consiga simplesmente ficar sozinha com seus pensamentos, onde ela possa ficar triste sem ninguém perguntar o que esta acontecendo, ou o porquê de ela estar daquele jeito, ela só quer ficar triste e deixar o seus sentimentos fluírem para que possa se livrar deles e os deixar ir embora, adoraria um ombro amigo para recostar, apenas um ombro que não perguntasse nada, apenas a abraçasse para saber que tem com quem contar. 

Ele a percebe sozinha, observa ela se sentar em um canto com um rostinho tristonho, percebe por instinto e convivência que tem alguma coisa errada com ela, não sabe se alguém a deixou triste ou se alguma coisa grave aconteceu, não consegue tirar os olhos dela, sente, por alguma razão, que ela necessita de alguém ao seu lado, talvez um abraço, ou só a sua presença ao seu lado, sentia que ele devia ir lá, quem melhor que ele para isso se era ele que a conhecia melhor ali? 

Ele se encaminhou até o canto reservado dela, ficou um tempo parado perto dela imaginando o que deveria dizer para animá-la, não conseguiu pensar em nada já que não sabia o que era, resolveu não perguntar, pois sabia que isso só iria piorar a situação, seja ela qual for, resolveu não dizer nada, sentou ao seu lado, passou a mão em seus cabelos como que comunicando que estava ali e que podia contar com ele, ela o olhou, deitou em seu peito, ele a abraçou, ela deixou as lagrimas rolarem.

18 de jan. de 2012

A ausência que se faz presente.

Vejo você em todos os lugares, em todos os rostos, em todas as esquinas, em todas as frases, em todas as fotos, em todos os momentos, em todos os comentários, piadas, risadas, vejo seu olhar em todos os olhares, vejo suas mãos em todas as mão, escuto sua voz em cada palavra que ouço, sinto seu cheiro avulsamente na rua, sinto sua pele em cada lembrança, seu gosto, seu toque, seu jeito. 

Por mais que eu tente esquecer, não lembrar se torna cada vez mais impossível, sua lembrança se torna uma presença viva, inconsciente e notável, brigando com cada neorônio meu, cada pensamento, cada músculo, cada molécula e célula de meu corpo, querendo se fazer presente, mesmo não sendo já um presente, querendo ficar quando já devia ter ido. 

O tempo passa, gasto horas pensando, lembrando, sentindo, tentando imaginar o porquê de você não estar ao meu lado neste momento, gasto tempo tentando esquecer, inutilmente, volto a lembrar. Meu cérebro grita com todas as forças: “ pare de perder tempo, seja forte.” Mas meu coração se torna mais audível: “o tempo que você gosta de perder não é tempo perdido.” 

Quero gritar, quero correr, me cansar, esgotar todas as forças que me restam, ocupar todo o tempo livre, só para não ter tempo de pensar em você, até hoje não consigo me acostumar com a sua ausência. Mas no fim, acredito em mim, procuro com todas as forças acreditar que sou capaz, que não vou lembrar mais, que sou forte o suficiente para levantar a cabeça e seguir em frente, tocar a vida, para mais tarde descobrir novamente que sinto sua falta.

18 de out. de 2011

Palavras da paixão

Eu gosto de te ter assim bem perinho de mim, seus olhos a me observar e refletir os meus como um espelho de águas cristalinas e negras, sentir sua boca macia a cada beijo em cada pedaço do meu corpo me arrepiando por inteiro, sentir suas mãos quentes, leves e cuidadosas passeando pelo meu corpo sem destino de viajem ou tempo de voo. 

Adoro te ver sorrindo, um sorriso que alegra o ambiente a sua volta, colore com cores fortes o vento de um temporal e com corres suaves a brisa de um dia calmo, essa brisa que balança o seu cabelo castigando seus cachos de anjo com a pena de ficarem bagunçados. É bom sentir o seu corpo em volta do meu como que me protegendo desse mesmo vento que seu sorriso colore, seu peito como que encarando ao mesmo e dizendo que não deixará o mesmo castigo ser dado ao meu cabelo.

Adoro esse cuidado a mim investido, me comparando a mais bela das criaturas que, por inocente e dócil, precisa ser protegida de todo e qualquer ataque que a natureza possa impor contra minha existência, comparando ao mais belo quadro, mais bela arte, que, por não haver forma, não há outro igual, nem ao menos parecido, tendo que ser protegido de olhares que não venham com o objetivo de admirar. 

Meu maior desejo é sempre te ter ao meu lado, sempre poder contar com o seu braço a me envolver, com seus olhos a me invadir a alma, a imaginação, os mais profundos pensamentos e a reparar nos mais simples gestos de meu corpo.

15 de set. de 2011

Um sonho de realidade

Acordei como quem não queria acordar, queria mais um pouco de sono, mais um pouco do mesmo sonho, o sonho que a luz do sol batendo na minha janela me fez abandonar, a claridade do dia... como ela é má, me fez lembrar que aquele momento não era nada mais que um sonho, agradável sonho de uma noite fria e solitária, nada mais que minha imaginação te colocando como a coisa mais linda no mundo, tão reluzente quanto a estrela mais brilhante da noite mais escura que, com sua formosa luz, ofusca tudo que está ao seu redor, ofusca o resto da existência, e só ela brilha, só ela existe.

Sonhei com você, um sonho doce, um momento eterno que é a muito esperado, seus olhos de um tom tão azul que se posto no horizonte se confundem com o mar e com o céu, de uma maneira onde fica impossível saber o que é água e o que é infinito, o que é espuma das ondas e o que é nuvem, este azul olhando em meu olhos e descobrindo todos os segredos mais profundos e secretos, mais bem guardados, que só você consegue desvendar. Sua pele cor de terra, tão macia quanto a areia da praia recém molhada pelo azul dos seus olhos, sua pele a me abraçar, como o abraço da própria natureza a me embalar em sua beleza.

E no momento mais esperado deste terno instante, a realidade, como um vulcão a explodir na mais tranquila e pacifica ilha, fazendo com que sua paisagem mude completamente passando de um verde calmo divino para uma mistura de um cinza agitado e um vermelho maligno, chega com o sol calmo da manhã, a luz do dia, que sempre é convidativa hoje se fizera egoísta me arrebatando do sonho mais profundo, mais intimo, a luz batendo na janela do meu quarto veio me mostra que foi apenas um sonho. Mas sem perceber eu que sou egoísta, como eu sou má com a luz que sempre traz a mais pura intenção de todas, a bela luz da manhã só veio me mostrar que chega mais um dia no qual eu posso tornar este agradável sonho em uma terna realidade.

19 de jul. de 2011

Atualidade e Utopia

Segundo o dicionário felicidade é definido assim: estado de quem é feliz, bem estar, contentamento. Mas afinal qual é o estado de uma pessoa feliz? O que faz uma pessoa feliz? O que leva uma pessoa a buscar a felicidade? O que pode trazer a real felicidade? Porque o conceito de felicidade não pode ser expresso por meras palavras.

Sócrates, filosofo grego do séc. IV a.C., acreditava que a felicidade não pode ser encontrada em coisas matérias, mas sim na busca pela sabedoria, pela verdade.enquanto nos dias de hoje essa busca foi esquecida dando lugar a busca pelo status, prazer e dinheiro.

Se perguntarmos pela rua o que é a felicidade, provavelmente um cidadão romântico que a felicidade é estar com a mulher que ama apenas eles dois, um cidadão que pensa no futuro diria que esta em uma conta bancaria gorda.A conclusão que se chega, ternária e humilde, é que a felicidade quase sempre esta onde não estamos, a felicidade nunca esta onde se costuma procurá-la.

Sócrates era contra tudo isso, ensinava que o bem pensar era o bem estar, logo a felicidade se acharia na sabedoria, na verdade, e não no consumismo, no materialismo e nos prazeres. Não só Sócrates pensava assim, outros nomes também: Cícero dizia que a vida feliz consiste na tranqüilidade da mente, Juvenal dizia que a sabedoria é o segredo da felicidade.

“Em todos os casos o homem sábio é bem mais sucedido que o ignorante, a sabedoria é vista como condicionamento necessário e suficiente para a felicidade.” (Sócrates)

Com o conceito de felicidade de hoje os homens se tornam cada dia mais infelizes, porem sentem a necessidade de parecer feliz, diante disso Samuel Beckett criou seu teatro do absurdo:

Vladimir – Diga que você é mesmo que não seja de verdade!
Estragon – O que é que tenho que dizer?
Vladimir – Diga: eu sou feliz.
Estragon – Eu sou feliz.
Vladimir – Eu também.
Estragon – Eu também.
Vladimir – Nós somos felizes.
Estragon – Nós somos felizes. (silêncio) E o que fazemos agora, agora que somos felizes?
Vladimir – Esperamos godot.

Cabe a cada individuo descobrir o que o torna realmente feliz, sem se tornar escravo de um sistema, sem se deixar levar pela opinião dos outros, e nem perder o foco do melhor da vida, porque o melhor da vida é ser feliz, independentemente de como, onde, com quem se viva, se achar a felicidade terá a melhor vida que alguém pode ter.


*Este texto foi produzido no colégio para uma aula de filosofia, AUTORAS: Simey Lopes e Luciana Pimentel

25 de jun. de 2011

Descrito em um sonho.

Em um dia como este, em um lugar como este, em um momento como este, quero encontrar um silencio como este, que guarda todo o segredo da sua presença e todo sentimento contido somente no seu olhar, que diz tudo sem precisar de uma palavra , sem precisar de um som. Diz tudo o que eu preciso ouvir, mostra tudo o que eu preciso ver, e da toda certeza de ter você do meu lado em qualquer momento, em qualquer contexto, em qualquer lugar ou tempo. Seu olhar que me da toda a segurança que preciso sentir, todo apoio para eu não cair, toda confiança de uma pessoa que se entrega completamente e sem medo de se perder. Me da a certeza de poder, de conseguir, de ser.

Quero encontrar toda energia que esconde o toque de sua pele, o arrepio de sentir essa energia passando de você para mim em um quente beijo, o simples fato de sentir sua boca, seus braços, sentir que você me segura e ter a certeza de que não irá me soltar. Esse toque que me faz sentir que sempre poderei contar com seu ombro, com seu braço e principalmente com seu coração, e, é claro, o seu olhar que sempre me da a certeza de saber quem você é, o que você é, para quem você é.

Você é! Você é tudo o que mostra ser, tudo o que o seu simples olhar diz sem emitir um único som, tudo o que sua presença da a certeza de ser, tudo o que o seu toque passa através do arrepio, toda a sensação do seu beijo que mostra em um simples instante toda a emoção do corpo. Você é o silêncio que diz  tudo, o momento que não precisa ser descrito, o tempo que não cabe no relógio, o contexto que não precisa de uma situação, a história que não necessita de um início, o sonho que um dia foi descrito e ficou eternamente na mente do sonhador. 

18 de nov. de 2010

Para de procurar, espera!

Voltando a falar do ser humano, acho que é o meu assunto favorito, gosto de analisa-lo, estuda-lo, entende-lo, ou pelo menos tentar, mas dessa vez o foco é a capacidade deste incrível ser de não perceber as coisas que estão debaixo do seu próprio nariz.

Quantas vezes procuramos uma coisa insistentemente e no final das contas ela esta no lugar mais obvio que poderia estar. Com coisas simples mesmo, quem nunca ficou uma hora procurando as chaves da casa ou do carro, ou a carteira, ou alguma coisa importante que não consegue achar, e depois que agente desiste de procurar percebe que esta ali o tempo todo, bem a vista. mas você estava tão preocupado que não percebeu.

Também é assim com as coisas mas complicadas, ou simplesmente menos simples, existem pessoas que procuram uma amizade verdadeira que se ocupam tanto em procura-la que não percebem que o amigo que esta ali do lado é esse cara, ou ela. 

E não é diferente no amor, muitas vezes estamos preocupados em procurar uma pessoa que tem tal tipo físico, que tem esse ou aquele jeito, essa ou aquela qualidade, muitas vezes se esquecendo do principal que o simples fato de a mesma te amar. As vezes o simples fato de você esta procurando te impede de ver que aquela pessoa que ali no canto dela tentando se aproximar, tentando chamar sua atenção tem grandes chances de te fazer feliz.

As vezes aquela pessoa que você não da nada por ela pode ser a pessoa da tua vida, a pessoa que vai te fazer muito feliz, mais feliz que aquela da televisão..., e simplesmente você esta tão ocupado em selecionar que não percebe, esquece esse padrão que a mídia impõem, esquece que ela tem que ser loira, magra dos olhos verdes, esquece que ele tem que ser alto, moreno, bonito e sensual, beleza não põem mesa!

A coisa mais sensata a se fazer é esperar, mas esperar mesmo, sem ficar se questionando se é assim, se é assado, e quando a pessoa chegar você saberá sem duvidas que é ela a pessoa que te fará te feliz pro resto da sua vida, e quando chegar vai, vai sem medo de ser feliz, sem medo de se entregar, sem medo de amar, porque amar é a melhor coisa do mundo. O amor pode mudar uma vida para sempre!

17 de nov. de 2010

Um problema eterno!

As pessoas podem ser diferentes, podem ser altas ou baixas, gordas ou magras, brancas ou negras, ou até pardas (se isso existe), híbridas, velhas ou novas, instruídas ou não tanto assim, mas uma coisa une todas as pessoa do mundo, uma coisa que pode se tornar um grande problema ou uma grande solução, é o amor, ou pelo menos o que se acha ser o amor, ou paixão, o simples gostar de alguém.

Isso não chega a ser um problema, o problema é quando a pessoa a quem seu sentimento se destina não corresponde, ou ignora, ou não faz a mínima idéia do que sente por tal individuo e o pior é que você não tem coragem de demonstrar, seja lá por qualquer motivo, ou por ser tímido, ou por seu convívio não permitir, ou por simples medo da reação do mesmo.

Então eu começo a pensar: por que? Por que você não pode mandar no próprio coração? Por que não se pode gostar de pessoas prováveis? Por que não é tão fácil deixar de gostar tanto quanto é fácil gostar? 

Mas as coisas não são, e nunca foram, fáceis, todo o ser humano só da valor às coisas que exigem sacrifício, às coisas dificeis difíceis, então por que na vida sentimental seria diferente? O jeito é aprender a conviver com o coração, entender como ele funciona e tentar ajuda-lo, além de usar também a cabeça na hora de avaliar uma decisão do coração, só para prevenir que o mesmo se parta.

Melhor sempre esperar menos e ser surpreendido, do que esperar mais e ser desapontado!