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22 de set. de 2012

Confusão

O que dizer quando se quer expressar todos os sentimentos ao mesmo tempo, mas as palavras começam a fugir? Vontade de dizer tudo sem falar nada, de dizer tudo o que vem a cabeça, defender todas as ideias que surgem, a medida que vão surgindo. O resultado é um monte de nada, muitas palavras confusas, muitos começos, muito mais meios, mas nenhum fim, nenhuma conclusão, nenhuma lógica no meio de assuntos, pensamentos e sentimentos diversos. 

Quase um momento nostálgico. Parece que todos os sentimentos combinaram de invadir sua mente, seu coração, todos ao mesmo tempo. A sua vontade é da mesma forma dúbia, quer se entregar a cada sentimento que aparece, por mais confuso, contraditório, irrealista e ilógico que pareça. Mas também quer afastar todos eles, pedindo que te deixem em paz, que deem um tempo para sua cabeça respirar. 

O que se quer de verdade? O azul do céu, o esverdeado do mar, o cheiro salgado da maresia sentida na areia da praia, ou o cheiro do verde de um campo virgem. Querer ao mesmo tempo a solidão e a companhia chega a ser confuso até para o ser humano que as deseja. Talvez só levantar e sair correndo, entre ruas, pessoas que vão para o trabalho ou para a escola, cores diversas. Talvez somente continuar deitada e esperar. O que? Queria saber.

24 de ago. de 2011

Evolução animal

Fico pensando, se não fosse o homem que desenvolvesse o cérebro a ponto de ser tornar o animal dominante em toda a Terra, em cada canto de cada continente, mas sim, talvez, sei lá, outro animal qualquer. Será que o mundo estaria do jeito que está? Será que esse outro animal qualquer seria tão qualquer a ponto de deixar o planeta que fornece nossa sobrevivência chegar ao ponto que chegou ou pior? Ou será que por ser outro animal qualquer o planeta estaria em melhores mãos? Ou será ainda que simplesmente o cérebro não devesse se desenvolver? 

A capacidade cerebral do bicho homem é tão magnífica, tão divina, tão gloriosa, cujo qual ninguém sabe ao certo até onde pode chegar, é um poder fascinante nas mãos de um pequeno ser que não sabe nem ao menos lidar com esse poder, não sabe se quer como usá-lo, quando os poucos que conseguem manipular de forma digna, com boas intenções e da melhor possível esse poder concebido pela evolução, um ser da mesma espécie, porem menos desenvolvido pega esse poder já materializado e, mesmo sem capacidade de entendê-lo completamente, resolve utilizá-lo, sendo a conseqüência deste ato um desastre natural ou não. 

Fico pensando como um animal tão egoísta, individualista e interesseiro como o ser humano pode ser capaz de conviver em bando, estabelecer relacionamentos, procriar e ainda conseguir se tornar mais individualista, mais egoísta e mais interesseiro do que já era. Talvez seja uma forma de sobrevivência, talvez uma forma de evolução, mas creio que um ser mais evoluído seria capaz de viver em sociedade sem prejudicar o seu próximo, não necessariamente se importando, mas ao menos contribuindo mutuamente, se não pro bem estar geral, talvez pro não mal estar geral, quem sabe um simples nada mutuamente distribuído em partes iguais, para esse poder de fazer nada não é necessário um cérebro altamente desenvolvido e polegares opositores, bastaria apenas, e quanto melhor, simplesmente ser vivo. Creio estar descrevendo uma ameba, talvez de fato o ser mais evoluído.