Mostrando postagens com marcador escolha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escolha. Mostrar todas as postagens

17 de jun. de 2012

Fim e recomeço


Fim de história, coisa que acontece o tempo todo na vida, estamos sempre em um constante recomeço e entrelaçar de histórias, sempre começando algumas e terminando outras. É difícil quando o fim de uma não é tão agradável, ou não é esperado por nenhum dos lados, um termino por pura e espontânea pressão, ou como gostam de falar por aí, motivos de força maior. 

Mas a vida é uma coisa muito interessante, irônica e cruel ao mesmo tempo, o fim de uma coisa é, ao mesmo tempo, o inicio de outra, o fim de uma fase acompanhado é o inicio de uma fase sozinho, o fim do colegial é o inicio da faculdade, o fim de um texto é o inicio de outro. “O começo e o fim, na circunferência de um circulo, são iguais.” Já dizia Heráclito. Mas o que é vida se não um conjunto de ciclos, intermináveis ciclos. 

E nessa brincadeira de começo e fim, fim e meio, meio e começo, fim e recomeço, o que me resta, o que continua comigo sempre aqui sendo minha fuga e minha inspiração, dos grandes amigos, as palavras, que com elas leio, escrevo, crio, deliro e viajo. E a musica, ah, a musica, coisa maior não existe, tem alma, te compreende e está sempre ao nosso redor, até mesmo no silêncio, só precisamos parar para ouvi-la. 

Amigos, esses, que posso sempre contar, são fieis, já a vida me põe medo, as pessoas põem medo, sim, tenho medo delas. Mas aprendo, a conviver, a reviver, a escolher, a pensar, a persistir, a buscar, a viver. E se me perguntarem se me arrependo direi: não, não me arrependo, pois eu escolhi, e com essa escolha aprendo, cresço, evoluo. E se foi tempo perdido? Também não, o tempo que voe gosta de perder não é tempo perdido. 

Estou pronta para a próxima, para a próxima queda, o próximo começo, o próximo fim, a próxima escolha, a próxima encruzilhada. Posso errar ou acertar, posso não saber o que fazer, mas quer saber? A vida é minha e somente minha, e quero vive-la, cada momento seja lá o que ele signifique, pois só assim viverei de verdade, sem medo de chorar, da tristeza, do próximo passo, sem medo de ser feliz. Estou pronta para a vida.

17 de fev. de 2012

Erros e acertos

Escolher, uma pequena atitude que define todo um futuro, não saber o que escolher, atitude que te deixa em estado de quase depressão. Você não sabe o que fazer, não tem certeza qual a escolha tem mais probabilidade de dar certo, qual é mais lógica, não sabe nem se a lógica manda neste contexto, talvez devesse deixar a lógica fora dessa escolha, seguir o que o instinto te diz, mas o instinto não te diz nada, não te da nenhuma pista. 

Já passou por esse momento antes, em varias ocasiões, mas só fez a escolha errada, ou todas fossem erradas e você só chutou uma, mas também sabe que esperar não é bom, deixar o tempo passar e decidir por você também não da certo, na maioria das vezes o tempo opta por nenhuma escolha, e todas as oportunidades passam por você sem nem se quer um aviso prévio, simplesmente cansaram de esperar por sua indecisão. 

E se novamente fizer a escolha errada? E se deixar escapar o melhor que pode acontecer por uma escolha mal feita, ou bem feita, mas de qualquer forma a errada? Se fosse apenas uma escolha entre sim ou não seria mais fácil, sempre optando pelo sim, pois é sempre melhor o “não deu certo” do que o “poderia ter dado certo se”, mas uma escolha entre este ou aquele é muito mais difícil, muito mais complexo, se não der neste poderia ter sido aquele, e se não der naquele poderia ter sido este. 

Acontece que a vida é feita de escolhas, voluntaria ou involuntariamente teremos que fazer de uma forma ou de outra, se for a escolha errada ao menos eu tentei, melhor que simplesmente não escolher e deixar passar. Tentei, vou continuar tentando, errei, posso errar outra vez, posso acertar também, mas só uma maneira de saber, acertando ou errando, eu tentei.

15 de fev. de 2012

Entre espelhos e janelas

Olho para um lado, vejo uma pessoa, refletida em um vidro, com fundo conhecido, uma imagem mais do que conhecida, uma cena que é sempre representada da mesma maneira, muda de vez em quando a roupa que a personagem retratada na imagem está usando, mas sempre o mesmo motivo, o mesmo cenário, os mesmos movimentos, sempre uma cena esperada, se surgir ao inesperado refletido haja susto, uma coisa sobrenatural, nunca vejo nada de novo, sempre o previsível. 

Olho para o outro lado, também através de vidros vejo, mas vejo agora outra cena, e sempre que olho é uma cena diferente que aparece diante de meus olhos, o mesmo cenário, não, a mesma paisagem, pois mesmo sendo a mesma paisagem, o cenário sempre é diferente, cada vez pessoas diferentes, atitudes diferentes, momentos, movimentos, reações, sempre surge o novo, o inesperado, é cativante parar para observar: “o que será que vem agora?” como um filme, uma sucessão de cenas. 

Vejo sempre vidro em volta, mas um vidro reflete uma monotonia e o outro reflete uma constante mudança, mesmo assim ainda são vidros, e eu me encontro aqui, entre esses dois vidros, em uma cena diária, que não necessita de mudança, mas se mudada gera mais mudanças. Encontro-me aqui, talvez em uma situação de escolha, talvez em uma situação de inclusão, escolher através de qual vidro olhar, tentar juntar as duas imagens que estão diante de mim.

5 de fev. de 2012

Viagem de uma mente jovem

Ser jovem, idade considerada a melhor da vida, quando você é bonito, tem força para fazer o que quiser, a imaginação a flor da pele, todas as portas estão abertas, pode escolher a maneira como quer viver, o caminho que deseja seguir, consegue imaginar o fim cada objetivo, de cada caminho, faz planos para o futuro, desde os mais importantes até os mais bobos e desnecessários. 

A fase em que você se conhece, forma seu caráter, forma o seu pensamento, a linha de raciocínio que, dependendo da estrada e das surpresas da mesma, você irá seguir, ou não, pelo resto da vida. É quando você decide o destino de toda uma vida, e o mais importante, da sua vida, sofre pressões psicológicas para fazer as escolhas certas, ou as escolhas que seus pais e os mais velhos consideram certas. 

E quando você quer aquilo? Quando você não quer ter o futuro que seus pais querem que você tenha, ou não agir da forma que eles querem que você aja? Não porque você quer ir contra o eles, mas você acredita que aquilo não seja tão certo assim, ou que possa haver uma maneira melhor, se a maneira é tão boa porque eles não fizeram? E se fizeram, então eles até onde estão, e se você não quer aquele futuro para você? 

As coisas não são fixas, a língua muda, a cultura muda, a arte muda, a ciência muda, as vezes para melhor, as vezes para pior, uma coisa que depende do contexto e ponto de vista, o mundo se movimenta, existem vários pontos de vistas e varias verdades diferentes. Talvez a mudança seja boa, talvez seja melhor aceitar o diferente, talvez o diferente pode melhorar o que já é, talvez piorar, talvez o melhor futuro seja o imprevisível, talvez a melhor forma de pensar seja a inconseqüente, talvez a melhor de agir seja a loucura, talvez a melhor idade não seja a juventude.

14 de jan. de 2012

Escolher, difícil ação.

Sou daquelas pessoas que os amigos dizem ser do contra, não por descordar de todos, mas por gostar de coisas a maioria não gosta, claro a maioria das pessoas com as quais eu convivo, faço técnico em química, logo é de esperar que a maioria das pessoas que estudam ali, inclusive eu gostem de química, alguns chegam a pensar pior, só gostamos de química. Não vou mentir, a maioria ali dentro realmente só gostam, ou gostam muito mais, de exatas, já eu, explicação do "contra", sou apaixonada por química, mas é a única exata que gosto, mas sou apaixonada também por sociais e algumas humanas.

Paro para pensar, quando nos formamos a maioria vai fazer algo relacionado a exatas, e muitos já tem escolhido e  certo o que vão fazer, mais uma vez eu do contra, não tenho ideia do que quero fazer. Fico a refletir, por que temos que escolher uma carreira para segui-lá pelo resto da vida? Começando pelo fato de que o resto da vida é muito tempo para fazer uma coisa só, e depois uma só. No meu mundo da imaginação nós podemos fazer quantas quisermos, sem a necessidade de escolher uma área para carreira, até porque o segundo grau não dá base para se escolher uma coisa para o resto da vida, eu por exemplo iria fazer uma faculdade de química, outra de história, sociologia, filosofia, psicologia, literatura, música.... (essa lista não tem fim).
As vezes minha criativa e bem motivada imaginação cria um mundo onde podemos ser cada dia uma coisa diferente, sem o compromisso de ter que escolher, ou pelo menos como se fosse um estágio, sim um estágio em cada área para poder escolher com mais propriedade o que queremos ser, mas voltando aos dias diferentes para quem não entendeu a ideia, ontem fui professora, hoje pediatra, amanhã astróloga, depois enfermeira, escritora, cartomante, papagaio, passarinho, árvore.

Não entendo o motivo dessa pressão que a sociedade faz em cima dos jovens para escolherem, escolher é um verbo tão malicioso, cruel e irritante, faz você tomar uma decisão entre duas coisas, ou mais, sendo que se fosse possível a escolha que você faria seria justamente não escolher, ficaria com tudo, simplesmente porque gosta, porque quer, seria bem mais divertido.

27 de set. de 2011

Escolhas apressadas

Qual a pergunta que é mais feita para um criança? O que você quer ser quando crescer? Acho isso muito injusto, a criança não tem noção de mundo, não sabe o que ela gosta e o que ela não gosta, ela só conhece o que esta ali na frente dela, o que ela convive, então o mais provável é ela responder alguma referente a profissão dos pais, isso quando não diz exatamente: "quero ser igual o papai". A sociedade já faz agente pensar no quer ser desde de pequeno mesmo sem conhecer.

Mesmo no ensino médio é difícil, a maioria dos colégio de ensino médio não da base para se fazer uma escolha para o resto da vida, agente acabou de sair de uma fase de brincadeiras e faz de conta, alguns nem saíram ainda, e já somos obrigados a escolher o destino do resto da vida, não tem muito cabimento. O mais interessante é como se baseia essa escolha, a escolha certa é feita quando se escolhe o que dá dinheiro ou o que se gosta, se for os dois melhor ainda, a questão é que o que dá dinheiro agora amanhã pode não dar mais.

Mas tem outra questão mais importante, como eu vou saber do que eu gosto se eu não conheço, "o ensino médio é para isso", mas o ensino médio não te mostra como determinada coisa é de verdade, você acha que gosta de uma determinada matéria, mas quando vai para a faculdade daquilo vê que não é exatamente aquilo que você imaginava, ou acaba não gostando. Não é justo termos que decidir toda a nossa vida quando ainda estamos conhecendo como funciona o mundo, não é a formula da felicidade, não é conveniente, não dá certo.