15 de fev. de 2012

Entre espelhos e janelas

Olho para um lado, vejo uma pessoa, refletida em um vidro, com fundo conhecido, uma imagem mais do que conhecida, uma cena que é sempre representada da mesma maneira, muda de vez em quando a roupa que a personagem retratada na imagem está usando, mas sempre o mesmo motivo, o mesmo cenário, os mesmos movimentos, sempre uma cena esperada, se surgir ao inesperado refletido haja susto, uma coisa sobrenatural, nunca vejo nada de novo, sempre o previsível. 

Olho para o outro lado, também através de vidros vejo, mas vejo agora outra cena, e sempre que olho é uma cena diferente que aparece diante de meus olhos, o mesmo cenário, não, a mesma paisagem, pois mesmo sendo a mesma paisagem, o cenário sempre é diferente, cada vez pessoas diferentes, atitudes diferentes, momentos, movimentos, reações, sempre surge o novo, o inesperado, é cativante parar para observar: “o que será que vem agora?” como um filme, uma sucessão de cenas. 

Vejo sempre vidro em volta, mas um vidro reflete uma monotonia e o outro reflete uma constante mudança, mesmo assim ainda são vidros, e eu me encontro aqui, entre esses dois vidros, em uma cena diária, que não necessita de mudança, mas se mudada gera mais mudanças. Encontro-me aqui, talvez em uma situação de escolha, talvez em uma situação de inclusão, escolher através de qual vidro olhar, tentar juntar as duas imagens que estão diante de mim.

11 de fev. de 2012

Por que escrever?

Escrever é uma paixão, um vício, uma terapia, uma fuga, um estilo de vida, um delírio. Não se escrever simplesmente por escrever, se escreve como se tivesse um relacionamento diferente com cada palavra, tratando cada uma de maneira adequada, colocando cada uma no lugar certo e no momento certo. 

Assim como para ler, uma leitura prazerosa, tem-se que degustar as palavras, também para escrever. Tendo cada palavra um gosto diferente, as vezes parecido, mais sempre diferente, de forma que assim como tempero trocado, palavras trocadas fazem uma diferença enorme no paladar. Como preparar um prato, um texto tem de ter a escolha certa das palavras. 

Um vício delirante, justamente por ser uma paixão, um delírio agradável onde cada letra posta no papel de forma a fazer uma palavra é uma viajem, é um prazer de sensações e dimensões diferentes, nunca iguais, proporcionando exclusivo gozo, cujo qual não será sentido novamente, agradável, sufocante, viciante. 

Escrever não é um simples verbo a ser conjugado, é o verbo que merece uma atenção especial, um namorado que sabe muito bem como agradar, provocar, delirar, surpreender, entusiasmar, enlouquecer, sempre de maneira nunca experimentada antes, e te deixando querendo sempre mais.

8 de fev. de 2012

Trecho de leitura - Kaori

“ Foi olhando nos falsos olhas azuis de Felipe que Kaori começou a perceber as sensações que estavam se infiltrando no seu corpo. Sensações inesperadas, que a deixaram por um momento sem ação. 
- O que... está fazendo? – ela murmurou, dando um passo para trás. 
Ele não respondeu. Apenas continuou a olhá-la. 
- Pare... – ela pediu, os joelhos amolecendo, fazendo com que caísse sobre ele. – Pare com isso! 
Felipe vibrava. Era bom vê-la de joelhos. Humilhada. Vencida. Assistiu com satisfação kaori cair devagar, as mãos nervosas apalpando o próprio corpo. Ele a observava, enfeitiçado pelo êxtase estampado no semblante da vampira. Então ela abriu os olhos e o encarou: 
- Você é doente, Felipe... 
Ela não conseguia continuar. O seu corpo se convulsionou, tenso, os seios projetados para cima, as pernas dobradas. Os olhos estavam fechados, e boca carnuda semi-aberta tremia. Ela arfava, mordendo os lábios, contorcendo-se enquanto emitia gemidos baixos. 
- Isso, sinta o sexo invadindo seu corpo. – disse Felipe – Eu poderia torturá-la com dores inimagináveis, mas, para uma vadia como você, isso aqui é bem mais apropriado. 

Kaori não conseguia reagir. Não podia pensar, nem controlar-se, cativa que estava do ardor, do orgasmo que ele lhe impunha. Ela gritava e se contorcia em desespero, sem ter como fugir àquelas sensações. Felipe aproximou-se, olhando com desprezo para o corpo da vampira no chão. 
- Era assim que queria vê-la, Kaori. Gemendo, arfando, louca de prazer... 
Ela conseguiu murmurar: 
- Mas não é por você, Felipe. Vejo imagens de muitos homens, menos a sua. 
- Vaca! – ele gritou. 
Imediatamente o orgasmo transformou-se em dor.” 


Kaori – Giulia Moon

5 de fev. de 2012

Viagem de uma mente jovem

Ser jovem, idade considerada a melhor da vida, quando você é bonito, tem força para fazer o que quiser, a imaginação a flor da pele, todas as portas estão abertas, pode escolher a maneira como quer viver, o caminho que deseja seguir, consegue imaginar o fim cada objetivo, de cada caminho, faz planos para o futuro, desde os mais importantes até os mais bobos e desnecessários. 

A fase em que você se conhece, forma seu caráter, forma o seu pensamento, a linha de raciocínio que, dependendo da estrada e das surpresas da mesma, você irá seguir, ou não, pelo resto da vida. É quando você decide o destino de toda uma vida, e o mais importante, da sua vida, sofre pressões psicológicas para fazer as escolhas certas, ou as escolhas que seus pais e os mais velhos consideram certas. 

E quando você quer aquilo? Quando você não quer ter o futuro que seus pais querem que você tenha, ou não agir da forma que eles querem que você aja? Não porque você quer ir contra o eles, mas você acredita que aquilo não seja tão certo assim, ou que possa haver uma maneira melhor, se a maneira é tão boa porque eles não fizeram? E se fizeram, então eles até onde estão, e se você não quer aquele futuro para você? 

As coisas não são fixas, a língua muda, a cultura muda, a arte muda, a ciência muda, as vezes para melhor, as vezes para pior, uma coisa que depende do contexto e ponto de vista, o mundo se movimenta, existem vários pontos de vistas e varias verdades diferentes. Talvez a mudança seja boa, talvez seja melhor aceitar o diferente, talvez o diferente pode melhorar o que já é, talvez piorar, talvez o melhor futuro seja o imprevisível, talvez a melhor forma de pensar seja a inconseqüente, talvez a melhor de agir seja a loucura, talvez a melhor idade não seja a juventude.

2 de fev. de 2012

Defesa das mães

Depois do último texto publicado em meu humilde blog, “Defesa dos filhos”, me senti na obrigação de fazer um texto onde eu iguale os campos de jogo, não deixando os meus queridos leitores pensarem que sou o tipo rebelde sem causa, neste texto colarei os pontos dos vistas das mães, ao menos os que eu consegui compreender por experiências pessoas, mesmo não sendo mãe, perdoe qualquer deslize, pois é um quesito que estarei em eterno aprendizado. 

Não vou começar com clichês como; “filhos, as mães só querem o seu bem” ou “elas fazem o melhor que podem por nós” esse tipo de argumento esta em todos os lugares que olharmos, e sim, temos consciência disso. Da forma que eu entendo, não há por que nossa mãe não querer o bem para nós, a questão é como ela vê o bem para nós, de certa forma ela já passou pelo que estamos passando e sabe muito bem onde vamos chegar com determinadas ações ou escolhas, de outra forma, vivemos em períodos diferentes e contextos diferentes, de maneira que ela não passou exatamente pelo que estamos passando. 

Tratando do que deixa todo o filho indignado: “você sempre tenta controlar a minha vida!” não vou dizer que não tenta, sim ela tenta, até não poder mais, até descobrir do pior jeito que tem mais jeito, “meu filho cresceu”, mas o por que é simples, a partir do momento em que você foi concebido ela fez milhares planos: como iria cuidar de você, como iria fazer para te manter seguro, te educar, e cada uma com um plano diferente para filhos diferentes. Desde esse momento ela viveu pura e exclusivamente para você, você se tornou a vida dela, então a ideia de perder o controle da sua vida, sugere, por mais que lá no fundo do inconsciente, a perda do controle da própria vida. Você é a vida dela. 

Pode parecer apelativo, por algum tempo assim, mas é coerente e auto-explicativo. Depois que você for embora ela não terá mais um objetivo como mãe, usaria a palavra utilidade, mas seria muito forte. Então apesar de não começar com os clichês citados, acabo sendo forçada a acabar utilizando os mesmos, pois isso fica mais que evidente. 

Da mesma forma termino ambos os textos, uma conversa, e não monólogo, resolve os problemas de informação e comunicação entre os membros da mais intima relação afetiva que existe. Mães, assim como eu, existe outros filhos que entendem o ponto de vista de vocês, não só nesse, mas em outros assuntos também, mas assim como só vocês entenderem o nosso lado não adianta, só nós entendermos o lado de vocês também não adianta, é necessário essa conversa, mas uma vez, não monólogo, a base de compreensão para uma possível relação o mais saudável possível.

1 de fev. de 2012

Defesa dos filhos

Provavelmente tenho algumas leitoras que são mães, e um numero maior de leitores que são filhos, por alguns motivos de reflexões e conversas com amigos, resolvi fazer um texto onde exponho a maneira como os filhos vêem as mães em alguns casos e contextos, lembrem, não estou dizendo que não amamos vocês mães, mas sim como existem coisas que vocês não entendiam e achavam irritantes em suas mães, nós também temos alguns. Já o ponto de vista mãe-filho já esta bem “saturado” de textos sobre o assunto, coloco aqui um que defende à todos nós, filhos.

Vamos começar pelo fato de que as coisas, na teoria ao menos, tendem a mudar, então, leitoras mães, vou contar um segredo, as coisas não funcionam mais como funcionava na sua época, aceitem isso, irá tornar as coisas mais fáceis, darei algumas informações importantes: a internet não é apenas um veiculo de prazer, apensar de também ser, e melhor ainda, ao contrario do que a maioria das mães pensam, nós, adolescentes e jovens do sec. XXI, não a usamos apenas para mero divertimento ou ajuda escolar, a nossa vida esta toda nela, concordo que isso não é lá muito bom, mas é inevitável.

Uma coisa que parece que não fica claro é: os filhos percebem e comentam as contradições que as mães entram ao falar com os filhos. Alem de ser uma coisa irritante por nunca sabermos quando podemos fala determinadas coisas ou não, também parece que vocês pensam que somos completos idiotas, coisas como “eu escuto você e considero o que você diz” seguido no dia posterior por um “quem manda aqui sou eu, e você vai fazer isso porque eu quero” ou “não quero saber sua opinião” é bastante contraditório, não concordam? Em casos mais profundos dizer que sabe que não vamos viver com vocês para sempre, mas, mesmo assim, tentar controlar nossas vidas até dizer chega é contraditório ao estremo.

Importante, jogos e internet não são a causa de baixo rendimento escolar, os melhores alunos das melhores escolas passam o dia inteiro, ou quase inteiro, jogando, chamados por nós de NERD’s, e aproveitando para esclarecer, primeiro: NERD’s não são os que estudam até cansar, são os que tiram as melhores notas sem estudar, segundo: o picatchu é o rato amarelo, e não os outros pokemons. Então se seu filho tem baixo rendimento escolar, não é por causa da internet ou dos jogos, mas sim por que ele não quer saber da escola, logo o não tire os mesmo dos filhos bons alunos por medo de contaminação do vírus que ataca o rendimento escolar, eles possuem bons antivírus.

Entre muitas outras coisas que poderia falar aqui, mas percebendo que este texto já esta ficando grande e cansativo vou terminar com isto: os filhos não vão acordar mais cedo por dormir mais cedo ou vice-versa. Não é a hora que acorda que influência na hora em que vamos dormir, e nem a hora que dormimos que influência na hora em que vamos acordar, mas sim o motivo. Vou explicar: se não houver um motivo que nos convença a acordar cedo poderemos dormir sete horas que iremos acordar meio dia, e mesmo havendo um motivo que nos convença, mesmo indo dormir uma da manhã acordaremos cedo com boa disposição, esclarecendo: levantar da cama, uma hora depois acordar.

A minha parte tentei fazer, expor nosso ponto de vista, mas confesso que se não houver uma conversa, e não monólogo, entre mães e filhos, onde haja exposição de ambos os pontos de vista e entendimento dos mesmos, essa questão nunca será esclarecida.

28 de jan. de 2012

Conto de uma noite

Quarto simples, mas bonito, cama macia, redonda, espelhos na parede e no teto, Luíza quem reparou o quarto, André só reparava que aquele vestido estava muito tempo no corpo dela. Puxou ela para perto de si, beijando a sua boca deliciosa, sentia seu corpo com a mão, cada curva, cada movimento, cada respirar. Ela sentindo as costas dele, colocando a mão por debaixo de sua blusa, resolveu que o lugar dela era no chão. Ajudou André a se livrar dela, deixando seu belo peitoral livre para seu vislumbre. 

Ele passando a mão por cima do vestido, chegou a sua alça, deslizou a mesma deixando o vestido cair, beijou o pescoço, o ombro, já livre da alça. Ela o puxou para mais perto dela, pousou a mão em sua calça, um botão seguido de um zíper, volta a mão para as costas dele. Ele arranca a calça resolvendo o problema o apouco descoberto, passa suas mãos pela cintura dela, sobe pelas costas, encontra um fecho, se livra do sutiã. 

Segura seus seios macios e redondos, sente sua boca arder, passar alguns minutos beijando e chupando aqueles seios, aquele corpo que tanto lhe excitou hoje. Ela coloca a mão dentro da cueca, sente ele, gosta do que sentiu, resolve que o tempo de duração daquela cueca separando eles já esgotou, se livra dela. Ele faz a mesma coisa com a calcinha dela. Sua mão escorrega por entre as pernas dela, se movimenta de maneira a arrancar pequenos gemidos de Luíza. 

Ela deita por cima dele, beijando seu peito, colo, perde algum tempo na próxima caricia, arranca suspiros de André. Ele segura ela e a deita por baixo dele, beija cada parte do corpo de Luíza, explorando, descobrindo. Ela pede. Ele entrega. Movimentos repetidos entre beijos, apertos, arranhões, gemidos, suspiros. Um vai e vem tão intenso de enlouquecer. Convulsões e respiração ofegante denunciam o limite do prazer.

25 de jan. de 2012

Trecho de Leitura - Anjos e Demônios

“ Na praça de São Pedro, Vitória olhava para cima. O helicóptero não passava de um pontinho agora que as luzes dos refletores não o alcançavam mais. Até o barulho dos rotores transformara-se em zumbido distante. Parecia que o mundo inteiro se concentrava no alto, emudecido antecipadamente, os rostos de todos voltados para o céu – todas as pessoas, todas as crenças, todos os corações batendo como se fossem um só.

As emoções de Vitória eram um turbilhão de agonias. Quando o helicóptero desapareceu, ela lembrou do rosto de Robert, afastando-se dentro dele. O que será que ele pensou? Será que não compreendeu?

Em torno da praça, as câmeras de televisão sondavam a escuridão, esperando. Milhares de rostos voltavam-se para o céu, unidos em uma contagem silenciosa. Todos os telões mostravam a mesma cena tranqüila: o céu romano pontilhado de estrelas brilhantes. Vitória sentiu as lágrimas começarem a brotar.

Atrás dela, na escadaria de mármore, 161 cardeais olhavam para cima em silenciosa reverência. Alguns tinham as mãos juntas em oração. A maioria permanecia imóvel, aturdida. Alguns choravam. Os segundos passavam.

Nas casas das pessoas, em bares, escritórios, aeroportos, hospitais do mundo todo, os espíritos se uniam em testemunho universal. Homens e mulheres davam as mãos. Outros seguravam seus filhos. Como se tempo pairasse no limbo, as almas suspensas em uníssono.

Então, cruelmente, os sinos de São Pedro começaram a tocar.
Vitória deixou as lágrimas virem.
E, com o mundo inteiro assistindo, .o tempo se esgotou.”


Anjos e Demônios – Dan Brown

21 de jan. de 2012

Momento Sublime

Ela senta em um canto, um degrau de uma escada qualquer, um canto onde ela consiga simplesmente ficar sozinha com seus pensamentos, onde ela possa ficar triste sem ninguém perguntar o que esta acontecendo, ou o porquê de ela estar daquele jeito, ela só quer ficar triste e deixar o seus sentimentos fluírem para que possa se livrar deles e os deixar ir embora, adoraria um ombro amigo para recostar, apenas um ombro que não perguntasse nada, apenas a abraçasse para saber que tem com quem contar. 

Ele a percebe sozinha, observa ela se sentar em um canto com um rostinho tristonho, percebe por instinto e convivência que tem alguma coisa errada com ela, não sabe se alguém a deixou triste ou se alguma coisa grave aconteceu, não consegue tirar os olhos dela, sente, por alguma razão, que ela necessita de alguém ao seu lado, talvez um abraço, ou só a sua presença ao seu lado, sentia que ele devia ir lá, quem melhor que ele para isso se era ele que a conhecia melhor ali? 

Ele se encaminhou até o canto reservado dela, ficou um tempo parado perto dela imaginando o que deveria dizer para animá-la, não conseguiu pensar em nada já que não sabia o que era, resolveu não perguntar, pois sabia que isso só iria piorar a situação, seja ela qual for, resolveu não dizer nada, sentou ao seu lado, passou a mão em seus cabelos como que comunicando que estava ali e que podia contar com ele, ela o olhou, deitou em seu peito, ele a abraçou, ela deixou as lagrimas rolarem.

20 de jan. de 2012

Politicas afirmativas dos negros.

Políticas afirmativas são ações que possibilitam a inclusão, neste caso, dos negros na sociedade, entre elas a mais discutida e questionada é a política das cotas, que tem como finalidade possibilitar o acesso dos negros ao ensino superior e por consequência a entrada do mesmo no mercado de trabalho.

As cotas foram implantadas por um contexto histórico de abolição da escravatura, um momento em que os negros foram libertos, não eram, de fato, escravos, mas as pessoas ainda os viam como tal, havia ainda o costume de vê-los como pessoas incapacitadas e predestinadas ao trabalho escravo, a idéia que a sociedade havia imposto.

Alem dessa visão que as pessoas tinham deles, havia o fato de não terem estudo o suficiente para conseguirem acesso ao ensino superior, então essa ação temporária se fez necessária, temporária por se pensar que com o tempo, além de o preconceito ser aos poucos abandonado, o acesso dos negros ao ensino básico seria maior e, assim, essa ação se faria desnecessária.

Há quem defenda que a época em que as cotas começam a se fazer desnecessárias já chegou, que hoje essa ação se torna uma exclusão ao invés de inclusão social, e há quem defenda que a mesma ainda se faça necessária, pois ainda existe um preconceito em nossa sociedade, e que o dia que não houver mais a necessidade dessa ação ela simplesmente desaparecerá.

A questão mais importante a ser discutida não é se as ações afirmativas se fazem, ou não, necessárias, mas sim se o preconceito em nossa sociedade ainda se faz presente, e de que forma se faz presente. O mais importante é influenciar as futuras gerações, não com um pensamento de que o governo protege os alvos de preconceito, mas sim de por que estes são alvo de preconceito se, teoricamente, somos todos iguais?