By: história: Ludy Lopes
desenho: Simey Lopes
"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever. " Clarice Lispector
No dia 7 de setembro de 1822 o nosso querido Imperador Dom Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, mas conhecido como D. Pedro I, resolveu que o Brasil deixaria de ser colônia para ser um país, para ter sua independência, e hoje pessoas perdem suas tardes fazendo desfiles em baixo de sol quente em memória de um coisa que nunca existiu, sim nunca existiu, pois lhe pergunto: somos independentes?
Fico pensando como um animal tão egoísta, individualista e interesseiro como o ser humano pode ser capaz de conviver em bando, estabelecer relacionamentos, procriar e ainda conseguir se tornar mais individualista, mais egoísta e mais interesseiro do que já era. Talvez seja uma forma de sobrevivência, talvez uma forma de evolução, mas creio que um ser mais evoluído seria capaz de viver em sociedade sem prejudicar o seu próximo, não necessariamente se importando, mas ao menos contribuindo mutuamente, se não pro bem estar geral, talvez pro não mal estar geral, quem sabe um simples nada mutuamente distribuído em partes iguais, para esse poder de fazer nada não é necessário um cérebro altamente desenvolvido e polegares opositores, bastaria apenas, e quanto melhor, simplesmente ser vivo. Creio estar descrevendo uma ameba, talvez de fato o ser mais evoluído.
Isso me pôs à pensar: " ainda existem pessoas de bom coração." , o que passaria por uma cena normal que acontece no dia-a-dia de pais pobres, por ter sido diferente ficou na minha cabeça, começando de a criança não fazer birra por o pai não ter dado o doce à ela, eu acho interessante como as crianças pobres são as mais compreensivas, se fosse em um ônibus ou na zona sul a criança começaria a chorar a pai para não fazer feio daria o doce à criança, crianças mimadas se tornam adultos despreparados.